Para o problema do lixo no lago, os barquinhos de limpeza estão longe de ser a única e mais eficiente solução. A melhor resposta, segundo ambientalistas, deveria vir das pessoas. "Acredito que se possa investir em campanhas educativas que mostrem para a população que não está tudo bem jogar o lixo na rua. Esse é o maior erro e deve ser contornado", disse Roberta Silveira Queiroz, presidente do Consemma.
Para o ambientalista João das águas, o trabalho de limpeza dos rios começa com a população. "O que mais vemos pelas ruas de Londrina são as pessoas varrendo o lixo da calçada para os bueiros. O que a população precisa entender é que o bueiro é uma porta de entrada para o lago. Para que o Igapó fique limpo, precisamos conservar as ruas limpas e deixar esse mau costume de jogar o lixo na rua".
Para realizar a limpeza das ruas do centro, a prefeitura contrata uma empresa terceirizada que disponibiliza 50 varredores diariamente para o serviço. O custo mensal é de R$ 139 mil. As vias secundárias e bairros afastados ficam fora deste sistema, ou seja, a limpeza é feita apenas pela chuva.
Apenas em situações excepcionais, como eventos da prefeitura ou decorrente de reclamação de moradores, é que os varredores são deslocados pontualmente do centro para os bairros.

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