População se une contra erosão
Assolada por problemas causados pela destruição ambiental, Umuarama tenta consertar os erros do passado e criar mecanismos eficientes para controlar a erosão, a poluição ambiental e preservar as áreas verdes. O município começa a desenvolver ações concretas para preservar o meio ambiente.
As consequências da devastação ambiental foram desastrosas para Umuarama, principalmente em função do tipo de seu solo, o arenito Caiuá, altamente propenso à erosão. A falta de planejamento e cuidado com o meio ambiente resultou no desmatamento das margens de córregos urbanos, construção de moradias em barrancos, ocupação de fundos de vale e loteamentos em áreas de risco. Em épocas de muita chuva, a situação fica caótica. A erosão destrói casas, pontes, ruas, galerias pluviais, redes de água e luz. Na zona rural, as estradas ficam intransitáveis, a chuva ‘‘lava’’ a fertilidade dos solos e assoreia ainda mais os rios.
A construção de galerias pluviais e asfalto em 14 bairros vai ajudar a amenizar os problemas de erosão e melhorar a qualidade de vida dos moradores. O município também executa obras de combate à erosão em grandes voçorocas que ameaçam ruas e casas, como as existentes nos fundos do Jardim Colibri e no bairro Beira Rio. Enquanto tenta contornar os problemas já instalados, Umuarama volta os olhos para a preservação dos redutos ecológicos que restaram. O município também está mantendo contato com donos de reservas para transformá-las em patrimônio natural preservado. Assumindo compromisso de preservar as matas, o município pode receber mais ICMS Ecológico.
As reservas de matas urbanas são um desafio à parte porque a conservação não depende apenas do poder público. Depende principalmente dos moradores. Localizada entre os bairros Dom Pedro 1 e Dom Pedro 2, a chamada Mata do Dom Pedro está desaparecendo lentamente. Dois alqueires foram totalmente desmatados e queimados. Os outros quatro continuam sendo poluídos pelos moradores. O Bosque do Índio, que recebe as galerias de águas pluviais do centro da cidade, também sofre com o lixo, esgotos domésticos, produtos químicos e outros poluentes lançados nas galerias. Em ambas as reservas, a erosão também faz estragos.
Apesar dos problemas ambientais, a cidade ainda tem quatro reservas de matas na área urbana, deixadas pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, e é uma das mais bem arborizadas do Paraná, com uma árvore para cada habitante, 85 mil. O município está aumentando e renovando a arborização urbana. Somente este ano, foram plantadas cerca de 60 mil mudas. (V.M.)

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