A população de Fazenda Rio Grande ainda encara o assunto segurança pública com desconfiança. Muitos moradores reconhecem que a criminalidade no município diminuiu nos últimos meses, mas não acreditam que a ação intensa do poder público irá se manter por muito tempo. E apontam que ainda existem locais em Fazenda Rio Grande onde os criminosos imperam, controlam a entrada e saída de pessoas e até cobram pedágio.
''Eu acho que o número de assaltos diminuiu um pouco. Mas essa situação de falta de segurança não é só em Fazenda Rio Grande. É geral'', opina o vigilante Jorge Farezin, de 34 anos.
O porteiro João Luiz da Silva, de 33 anos, que já teve objetos roubados de sua residência, acredita que a situação não melhorou muito. ''Tenho amigos que são motoristas e cobradores de ônibus, e eles sempre se queixam da insistência dos assaltantes. Uma semana depois (do assassinato do motorista) deu uma parada na criminalidade, aí voltou como estava'', relata Silva.
A vendedora Fabiane Teixeira dos Santos, de 18 anos, diz que a comunidade precisa recuperar o sentimento de mobilização que gerou o protesto na BR-116 no início do ano. ''Acho que a movimentação do povo assustou os criminosos. Precisávamos ter mais disso. Agora tem mais policiamento, a gente vê mais os carros da polícia circulando pela cidade. Mas nos bairros, pelo que dizem, ainda falta segurança''. (F.G.)

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