Os abatedouros de frangos do Paraná encontraram nos pequenos agricultores bons parceiros para aumentar a produção. E os agricultores encontraram um modo mais rentável de trabalhar a terra. No Norte, diversos municípios estão difundindo esta nova cultura e seus benefícios aos agricultores que, muitas vezes, estão trocando os sistemas de produção.
Leandro Henrique Bianqui é criador de aves no Patrimônio Regina, em Londrina, há mais de seis meses. Antes do frango, ele trabalhava na parte administrativa de uma cooperativa de Londrina. Num barracão de mil metros quadrados, ele garante que consegue tirar - contando com a venda do esterco - cerca de R$ 800 livres por mês. ‘‘Quando que eu iria conseguir tirar isso como funcionário numa empresa’’?, questiona.
O interesse pela avicultura veio através do exemplo do pai dele, que já trabalha no ramo. ‘‘Esse mercado é firme, principalmente para a exportação. Eu já tive três remessas de frangos e estou preparando mais uma’’, comenta Bianqui. Ele trabalha sozinho e diz que não há necessidade de funcionários.
Bianqui explica que a Comaves - para quem produz os frangos tipo exportação - é rigorosa na avaliação da parceria. ‘‘Eu não coloco um empregado também porque as aves necessitam de um cuidado especial que somente eu poderei dar’’, ressalta. Ele espera obter o retorno do investimento em galpão e benfeitorias em aproximadamente um ano. ‘‘Só então poderei pensar em expandir meu negócio’’.
Grande passoO criador Pedro Vicente, de Santa Cecília do Pavão, trabalha há um ano na atividade e está satisfeito com os resultados. Ele tem uma chácara no município e deixou outras culturas de lado, porque considera que não estava valendo a pena, principalmente o algodão. Hoje está trabalhando com um galpão de 900 metros quadrados e pretende, em breve, ampliar sua produção.
‘‘A prefeitura está dando incentivo para quem investir na avicultura. Isso é um grande passo para nós’’, destaca. Mas o interesse pela criação de frangos nasceu mesmo do exemplo de um vizinho que trabalha no ramo há mais de quatro anos. ‘‘Vi que tinha retorno garantido e me interessei pelo sistema. Hoje a avicultura na região está crescendo bem’’. (A.S.)

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