Os Pólos Regionais de Desenvolvimento anunciados na primeira campanha eleitoral do governador Jaime Lerner ainda não saíram do papel ou, pelo menos, não da forma como foram imaginados. O único pólo concretizado até agora foi o automotivo, na Região Metropolitana de Curitiba. Outros, como o Pólo Têxtil da região Norte, já existiam antes, por vocação própria, e ainda buscam maiores incentivos. O próprio secretário de Estado de Indústria e Comércio, Eduardo Sciarra, admite que o Pólo Agroindustrial da região Oeste ainda está por acontecer, com a atração de empresas âncoras que iniciem o processo das cadeias produtivas e de transformação.
Das 164 unidades industriais instaladas desde o início do governo Lerner, 108 ficam num raio de aproximadamente 100 quilômetros de Curitiba. Segundo o governo, isso acontece por livre escolha das empresas e não há como forçar a atração delas para determinado município do interior. ‘‘Uma montadora, por exemplo, não vai ficar longe do porto e aeroporto internacional’’, argumenta Sciarra.
O secretário de Indústria e Comércio, Eduardo Sciarra, afirma que o desenvolvimento industrial no interior é um projeto a médio e longo prazos. Para conquistá-lo, o governo está melhorando a infra-estrutura, formação profissional e pesquisa tecnológica. ‘‘Nossa situação já está mudando. Um empresário que antes não queria se instalar no interior por falta de infra-estrutura, agora já pode ir tranquilamente’’, garante.
Com a chegada da Tafisa, em Piên, o Pólo Madeireiro é o primeiro a receber uma empresa âncora, capaz de incentivar a instalação de outras indústrias satélites. O Pólo Eletroeletrônico do Sudoeste também está para deslanchar, com a instalação de um laboratório para aferição de equipamentos industriais e a capacitação de mão-de-obra através do Centro Federal de Educação Tecnológica.
Em Pato Branco, a implantação do Pólo Eletroeletrônico começou com a chegada do Centro Federal de Ensino Tecnológico (Cefet) no município. De aproximadamente cinco anos para cá, foram instaladas nove empresas na cidade para aproveitar a mão-de-obra formada na escola técnica. Recentemente, o governo do Estado viabilizou o projeto do Centro Tecnológico Industrial do Sudoeste (Cetis) vinculado ao Lactec, laboratório da Copel/UFPR, com verbas do Ministério da Ciência e Tecnologia.
A tradição madeireira no Sul do Estado surgiu há muito tempo e daí vem a fama dos móveis de Rio Negro, onde existem 153 empresas que empregam cerca de 800 pessoas. Mas o pólo madeireiro não cresce de forma concentrada no Sul. Jaguariaíva, Arapoti, Guarapuava e Arapongas também se destacam nas indústrias madeireira e moveleira, todas em diferentes regiões do Estado.

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