Pólo Industrial de Foz do Iguaçu sofre falta de recursos
PUBLICAÇÃO
domingo, 07 de setembro de 1997
Antonio França Foz do Iguaçu 
O Pólo Industrial do Vestuário de Foz do Iguaçu está consolidado, segundo os microempresários. Mas, eles ainda enfrentam problemas como a falta de capital de giro e margem pequena de lucro.
O presidente do Pólo, Agostinho Nuender, reclama que há muita burocracia na obtenção de linhas de crédito, o que inviabiliza a ampliação da produção. O lucro é pequeno e só quem fabrica em grande quantidade vê resultados. Precisamos investir, mas as exigências dos bancos vão além do alcance do pequeno empresário, afirma.
Nuender diz que a maioria dos pequenos e microempresários do pólo está com o nome negativado por causa de inadimplência e isso vem dificultando a obtenção de novos empréstimos para investimentos.
Para sanar problemas como este, o escritório da Secretaria Estadual de Emprego e das Relações do Trabalho em Foz do Iguaçu firmou um convênio com a Universidade Estadual do Oeste (Unioeste). Até o final do ano, os estudantes de Administração de Empresa vão fazer estágio nas empresas criadas com ajuda do Programa de Geração de Empregos (Proger).
Esse programa já liberou aproximadamente R$ 1,5 milhões somente em um ano e meio de sua criação e ajudou na implantação de 146 novos empreendimentos. Agora, é preciso ajudá-los a administrar seus negócios, diz o chefe do órgão, Hamilton Serighelli.


