Políticas públicas são consideradas insuficientes
Mariane Josviak, procuradora do Trabalho, aponta que as políticas do poder público para a juventude precisam melhorar. ''O orçamento dos municípios não contempla de forma adequada as políticas para a criança e o adolescente. Falta inserir essa questão de forma mais efetiva na agenda dos governantes'', opina a procuradora. ''Acredito que na RMC seria necessário investir mais nas atividades do contraturno escolar e para os jovens a partir de 14 anos incentivar mecanismos para que atuem como aprendizes''.
''Só uma sociedade que compreende os danos do trabalho infantil pode tomar atitudes'', acredita Lilian Romão, da Ciranda. Como as políticas públicas são consideradas insuficientes por especialistas, estão sendo criadas alternativas para o combate ao trabalho infantil.
Recentemente, foi implantado em Colombo e Almirante Tamandaré o programa Cata-vento. Segundo Lilian, o projeto tem financiamento da Organização Internacional do Trabalho (OIT), é coordenado no Paraná pelo Feti e executado por entidades ligadas ao fórum, como a Ciranda.
''As ações têm dois eixos. O primeiro é a rede de informações, com mobilização, sensibilização, seminários, formação, campanhas nos veículos de comunicação. O segundo eixo é a ação, com atividades sócio-educativas, aprimoramento do Peti, formação dos jovens para o primeiro emprego, ações para geração de renda com as famílias'', explica a coordenadora.
Ela diz que a meta do Cata-vento é retirar 700 jovens do trabalho infantil. Aproximadamente 200 crianças e adolescentes foram identificados no início do trabalho nos dois municípios. (F.G.)





