Policial escreve para fazer elogios
A redação da Folha recebe, em média, de 6 a 7 cartas por dia. Às vezes, quando existe algum assunto muito polêmico sendo discutido na cidade, o número de cartas é muito maior. Foi o que aconteceu recentemente com o caso da vinda da Wal Mart para Londrina. A ''enxurrada'' de cartas durou semanas. A maioria dos 'escritores' prefere mandar a correspondência pela internet mas as cartas também chegam por fax e ainda há quem use o correio.
A maioria das cartas são assinadas por homens e comentam notícias lidas no próprio jornal. Há os leitores que mandam crônicas e poesias, principalmente em datas comemorativas. A publicação nem sempre é por ordem de recebimento - os critérios principais são o assunto do dia e o direito de resposta. Assim, uma carta pode ficar dias na ''fila'' esperando por espaço. Outro cuidado é não privilegiar ninguém - se o mesmo leitor escreve todo dia, ele vai ser preterido por quem ainda não teve nenhuma carta publicada.
A questão do espaço geralmente é um problema: a maioria dos leitores não respeita o limite máximo de linhas. Antes de reduzir qualquer carta, a Folha pede permissão para o autor ou sugere que ele mesmo edite o texto e mande a carta novamente, em tamanho menor. Todos os autores e endereços são checados antes da publicação. Isso é feito para evitar que uma pessoa escreva uma carta e assine com nome de outra ou que a mesma pessoa escreva várias cartas, assinadas com nomes diferentes, defendendo a mesma causa (os flagrantes deste tipo são frequentes). Por esse motivo a Folha exige cópia do RG, endereço e telefone.
O jornal não publica cartas com ofensas e recados pessoais, nem assinadas com apelidos e pseudônimos. No caso de denúncia, a Folha entra em contato com o denunciado para dar o direito de comentar o assunto no mesmo espaço da carta.





