Policiais reprimem ação de caçadores
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quarta-feira, 20 de junho de 2001
Katia Baggio De Borrazópolis Especial para a Folha 
Há cerca de 40 dias, a Polícia Florestal de Maringá recebeu denúncias anônimas de caça e matança de capivaras nas regiões de Borrazópolis, Kaloré e Jandaia do Sul, que formam um imenso fundo de vale e são o habitat natural do roedor. Junto com a Polícia Militar, foi montado um esquema de fiscalização durante três dias, mas o resultado foi apenas a apreensão de redes de pesca, usadas para prender os animais, laços e três espingardas. Ninguém foi preso em flagrante.
O comandante do posto da Polícia Florestal de Maringá, 2º sargento Sérgio de Mello Queiroz, diz que depois da operação o número de denúncias diminuiu em 90%. Antes, recebíamos cerca de 10 denúncias por mês e hoje não passa de uma ou duas.
Queiroz destaca que a matança é crime, especialmente porque a maioria das mortes é cruel. As capivaras geralmente são mortas a pauladas. Ele não soube informar quantos animais mortos foram encontrados, nem qual seria o número de roedores que estaria vivendo na área.
O comandante afirma que a maioria dos caçadores mata para vender a carne da capivara de forma ilegal, ou simplesmente por lazer. Mas também existem os ribeirinhos, que se alimentam do animal. Mas esses têm mais consciência ambiental e só consomem o necessário, apesar de também ser crime porque se trata de animal silvestre, protegido pela Lei 9.605/98 (Crimes Ambientais), explica o policial.
Através das denúncias foram encontrados vários animais mortos boiando no Rio Ivaí, especialmente próximo ao bairro Salto Fogueira.


