Policiais prendem rapaz acusado de tráfico
Logo na saída da equipe acompanhada pela Folha, os patrulheiros Rogel Silvério e Marciel Campos, da viatura 5923, avisam que as rondas sempre revelam surpresas. Na primeira parada, eles recebem a informação de possível venda de drogas dentro de um colégio. A noite está apenas começando. Os policiais ainda terão mais trabalho pela frente, como dar apoio em um flagrante de tráfico feito por policiais à paisana em frente a um colégio e coibir briga entre meninas em outra instituição.
A denúncia de que um aluno estaria vendendo drogas dentro de um colégio tradicional do centro da cidade é relatada logo que os policiais chegam à instituição. Como o caso está sendo investigado, o nome da escola precisa ser preservado. Na segunda visita, a reclamação da diretora do Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (Ceebja), Maria da Graça Marconi, é com relação a um policial militar que porta arma enquanto assiste às aulas, mesmo quando não está fardado. O setor de relações públicas do 5º Batalhão da PM, diz que entende a preocupação da diretora mas que o policial pode portar a arma para sua própria segurança e para segurança da comunidade.
Depois de passar pelo Colégio de Aplicação, onde a direção afirma estar tudo sob controle, os patrulheiros rumam para a Escola Estadual Evaristo da Veiga, onde os mesmos policiais já apreenderam um revólver calibre 22 com um aluno dias atrás. Desta vez, porém, a reclamação é menos grave: a diretoria pede que eles retornem no horário de saída por causa de ameaças que algumas alunas estariam sofrendo de outras meninas. No Colégio Marcelino Champagnat, o diretor-auxiliar Jorge Akira Oyama, confirma que as meninas, muitas vezes, dão mais trabalho que os meninos. ''Está cada vez mais comum desentendimentos envolvendo alunas'', revela, lembrando que ''disciplinarmente'' o Champagnat é uma escola tranquila.
Após uma ronda externa sem problemas em outra escola da região, a viatura estaciona em frente ao Colégio Estadual Hugo Simas. Quando a equipe se prepara para retornar ao Evaristo da Veiga para finalizar a ronda noturna, policiais militares à paisana que haviam recebido uma denúncia anônima prendem um suposto guardador de carros que estaria traficando em frente à uma das entradas do colégio. ''Sou viciado'', desconversa o suspeito Romualdo Traci, 31 anos, flagrado com diversos pequenos tabletes de maconha. Alunos presenciam a prisão mas ninguém aceita falar com a reportagem.
Concluído o flagrante, a viatura precisa correr para conseguir chegar a tempo de observar a saída dos alunos na Escola Evaristo da Veiga e evitar desentendimentos. ''O ideal seria ter mais viaturas'', comentam os patrulheiros. Felizmente, pelo menos neste final de noite, as diferenças são esquecidas e os alunos rumam para casa. Pouco depois das 23 horas, os patrulheiros encerram o dia checando a quilometragem da viatura: quase 50 quilômetros rodados desde às 15 horas.





