A Polícia Civil de Londrina está apurando as circunstâncias de como ocorreu a agressão contra a modelo na casa noturna Empório Guimarães. Segundo o delegado que apura o caso, Jorge Barbosa, do 1º Distrito Policial (DP), testemunhas do incidente estão sendo ouvidas.
A briga, segundo o delegado, envolveu dois casais e um outro rapaz. De acordo com o relato de testemunhas à polícia, a modelo Karla Carolina Souza Leite foi agredida no rosto com um copo de vidro. A agressão teria sido feita por outra jovem, Virgínia Bolonhesi, que foi procurada pela reportagem da Folha, mas não foi localizada.
Primeiro, Virgínia teria provocado Karla jogando gelo nela e quando a modelo se virou para perguntar o que estava acontecendo, teria levado o copo no rosto. Depois que ocorreu a agressão, segundo informações de testemunhas à polícia, Karla caiu no chão e mesmo assim continuou sendo agredida. O namorado de Karla, Gilberto Kouri Filho, ao tentar defendê-la teria recebido chutes do irmão de Luís, Pedro Fadel. O motivo para a agressão, segundo testemunhas, seria ciúmes, pelo fato de Karla ser ex-namorada de Luís.
A mãe da modelo, Heloísa, informou à reportagem da Folha que não iria dar declarações à imprensa sobre o assunto e que Karla está se recuperando em uma fazenda. ''A família não quer falar. Estamos nos ocupando agora em preservar e cuidar dela'', disse. Ela informou que a modelo, 23 anos, ainda não está enxergando, por causa da agressão, que atingiu o olho direito, mas que ''está em tratamento para se recuperar''.
O advogado Walter Bittar, representante dos irmãos Fadel, afirmou em entrevista que Luís não agrediu Karla e que Pedro não agrediu Gilberto. O advogado informou que Luís ''foi, inclusive, ao hospital ver como ela (Karla) estava''. Bittar disse ainda que os fatos ''estão sendo contados exageradamente'' à polícia e levantou a hipótese de falso testemunho. ''Há contradições sérias nos testemunhos, fatos que serão explorados no momento oportuno'', disse. O advogado Antonio Carlos Coelho Mendes, que defende Kouri Filho e Karla, também foi procurado, mas disse que preferia não dar declarações sobre o caso por ''questões éticas.'' (C.P.)

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