Pole dance: esporte e sedução
A imagem que se tinha de pole dance era a de uma dança com apelo essencialmente sexual, realizada por ''strippers'' em casas noturnas. No entanto, filmes de Hollywood e uma novela recente brasileira mudaram consideravelmente o rótulo de vulgaridade dessa dança nos últimos anos.
Não é à toa que várias academias no Brasil já incorporaram essa modalidade em sua lista de exercícios impulsionada pela grande procura de mulheres, como a psicóloga Mariana Chagas, 24 anos, que começou a se motivar ainda na época da novela e finalmente começou a praticar a dança há cerca de um mês. Apesar do pouco tempo de prática, ela diz que os resultados são visíveis. ''Meu corpo mudou, minha autoestima melhorou, me sinto muito feminina. Sem falar na autoconfiança que é resultado dos movimentos que consigo realizar. Com o pole, me sinto mais mulher''
A responsável por essa mudança é a professora Malu Cleto Dal-Cól, formada em fisioterapia, com mestrado e doutorado na área de neurociência, ministra aulas de pole dance. Para ela, a motivação das alunas que a procura se divide na busca do desenvolvimento da sensualidade, porém muitas vão atrás de uma atividade física.
''Mais do que dança, o pole hoje é considerado um exercício. Contudo, é um esporte divertido, em que as mulheres aprendem a mostrar o cabelo, as pernas e dançar de forma sensual. Com o fortalecimento da musculatura e com a realização dos movimentos, elas sentem-se mais desejadas e sexy também'', lembra a fisioterapeuta, que já deu aulas em sex shops e atualmente trabalha em casa.
Casada há dez anos, a professora revela que ela própria já foi alvo de elogios do marido. ''Ele ficou surpreso com as acrobacias.''(M.T.)





