Poço em casa é alternativa de abastecimento
Para fugir da conta de água, muitos condomínios de Curitiba optam pela perfuração de poços, que dependendo da pressão encontrada podem suprir toda demanda de água de seus moradores. Segundo Dirceu Jarenki, vice-presidente de condomínios do Sindicato de Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR), no passado, muitos edifícios utilizaram com sucesso esse sistema. Porém, ele reconhece que ''é um contrato de risco'', pois nem sempre a perfuração obtém sucesso em encontrar água. ''Houve um rebaixamento do lençol freático, hoje tem que buscar mais fundo'', afirma.
Apesar da incerteza, a procura por esse serviço é grande em Curitiba, garante Adori Corrêa, geólogo da empresa Perfugel que realiza perfurações. A água é encontrada nas fraturas das rochas subterrâneas há mais de 100 metros de profundidade. O custo de uma perfuração pode variar entre R$ 20 mil a R$ 60 mil, dependendo de onde a água é encontrada. ''A princípio é possível encontrar água em qualquer lugar, o que varia é a profundidade'', afirma Adori.
A partir do ano que vem, equipes da Secretaria de Saúde de Curitiba irão vistoriar a qualidade da água consumida nos condomínios que possuem poços tubulares profundos, chamados erroneamente de poços artesianos.
Segundo Ana Lúcia de Araújo, coordenadora de vigilância em saúde ambiental da prefeitura, é preciso muita cautela na escolha da empresa que realizará as perfurações, pois durante este serviço pode ocorrer a contaminação do lençol profundo. Ela conta que muitas pessoas realizam perfurações sem autorização da Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Sudhersa). ''Se o condomínio fura um poço, ele tem a obrigação de colher amostras da água e mandar para um laboratório onde serão feitas as devidas análises. A mesma responsabilidade da Sanepar, que tira água do rio, tem o condomínio que fura um poço'', alerta Ana Lúcia. (A.A.)





