O Sindicato das Empresas de Publicidade Externa do Paraná (Sepex/PR), que na eleição anterior reclamou da proibição dos ‘outdoors’, se manifestou agora favorável à portaria. Segundo o presidente da Sepex/PR, Romerson Faco, o candidato não pode ‘‘ter tratamento diferenciado’’, já que as leis e o decreto municipais ‘‘valem para qualquer cidadão comum’’.
  Nas eleições de 2006, quando disputavam candidatos a presidente, governador, senador, deputado estadual e federal, limitações impostas pelo TSE em torno da propaganda eleitoral também se tornaram polêmicas: o tribunal acabou, entre outras coisas, com o ‘outdoor’, o ‘showmício’ e com a confecção e distribuição de camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes e cestas básicas. Tais regras, aliás, continuam valendo para todo o País nas eleições de outubro próximo.
  O Partido Trabalhista Cristão (PTC) local foi outro que se manifestou publicamente sobre as novas restrições em Curitiba. O presidente do PTC da Capital, Fábio Aguayo, argumenta que as restrições serão importantes para ‘‘conter a sujeira’’ e até ‘‘abuso de poder econômico’’, devido ao gasto despendido pelos partidos com material publicitário.
  Por outro lado, o PMDB local promete entrar com uma ação no TRE e já organizou até uma manifestação no Centro da cidade contra a portaria, sábado passado. O presidente do PMDB da Capital, Doático Santos, lembra que a portaria proíbe a panfletagem em espaços tradicionais, como a Boca Maldita, por exemplo, que já foi palco de comícios e de manifestações ligadas ao movimento Diretas Já. (C.S.)

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