Plástico oxibiodegradável ainda não é a melhor opção
PUBLICAÇÃO
sábado, 08 de março de 2008
Agência Estado 
A sacola feita de plástico oxibiodegradável, material que se decompõe em até 18 meses em contato com o calor, o ar e a umidade, pode ser uma das alternativas para diminuir a vida útil e o impacto do plástico no meio ambiente. Entretanto, o professor de Engenharia Ambiental da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Haroldo Mattos de Lemos considera excessiva a valorização dos benefícios do novo produto.
Lemos diz que a sacola feita com esse material se degrada mais rapidamente, porém os resíduos não desaparecem. ''Adiciona-se uma certa substância ao plástico que faz com que, dentro de alguns meses, ele se esfarele. Significa que não se degrada totalmente. Você substitui um problema por um outro maior, substitui uma poluição visível por uma outra, que é invisível, mas que é também bastante danosa ao ecossistema'', explicou.
Para o professor, existe ''uma certa histeria''. Apesar das críticas sobre o uso das sacolas plásticas para acondicionar o lixo das casas, já que a embalagem demora anos para se decompor, Haroldo Mattos entende que esse hábito ajuda a reduzir a emissão de gases causadores das mudanças climáticas. Segundo ele, ao se decompor, o plástico emite gás carbônico e, quanto mais esse processo demorar, menos emissões ocorrerão.


