Plano vai alterar mobilidade no setor histórico
Curitiba - O Iphan realizou licitação e a empresa vencedora está fazendo um plano de mobilidade e acessibilidade para o Centro Histórico de Paranaguá. Segundo José La Pastina Filho, a ideia é facilitar a circulação na área, cheia de ruas e calçadas estreitas.
''As cidades antigas nasceram e cresceram na escala dos pedestres. O tecido urbano foi planejado para isso. No final do século 19, começou a haver uma mudança brutal nos transportes e os veículos motorizados ganharam espaço. A cidade cresceu, e hoje constata-se um conflito grande entre veículos e pedestres (no Centro Histórico). A ideia do plano é estabelecer uma convivência harmônica'', explica o superintendente do Iphan.
Já foram definidas algumas mudanças que devem ser implementadas: restringir circulação de veículos pesados no Centro Histórico; limitação de estacionamento em algumas ruas; fazer fiação elétrica subterrânea; criação de um anel cicloviário.
''O plano está sendo discutido com a população. Já foram feitas reuniões. Quem tem o poder legal de implementar essas mudanças é a Prefeitura Municipal. O Iphan apenas pagou a elaboração do plano para melhorar as condições de acesso e mobilidade no Centro Histórico. A implantação dessas mudanças deve ser gradual, começando em 2011, com tudo acordado com a população. É claro que não é possível conseguir 100% de adesão, mas caso seja obtido 50% mais um, há legitimidade para aplicar essas mudanças. É o princípio da democracia'', aponta La Pastina.
''Essas melhorias são para o conforto da população e vão se reverter em benefícios para o comércio também, além de alimentar o turismo e a auto-estima do povo de Paranaguá'', complementa o superintendente do Iphan. A prefeitura informou que deve aplicar as mudanças propostas no plano.
Yahia Hamud, presidente da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Paranaguá (Aciap), aponta que a entidade tem acompanhado as discussões sobre o plano. ''A intenção parecia ser de fechar ruas (do Centro Histórico) e fazer calçamento. Nós achamos que a região não suporta isso. Entendemos que muita coisa deve ser feita: soterrar a fiação, fazer acessos com rampas, restringir a circulação de veículos pesados, estimular o uso de bicicletas. A única coisa a que somos contrários seria a proibição de veículos de passeio, pois seria prejudicial ao comércio a à segurança da região. Mas acreditamos que o Iphan está sensível a essas questões'', diz Hamud. (F.G.)





