Plano Diretor
ordena ocupação
e crescimento
Depois de muitos anos, Londrina passou a ter um Plano Diretor que contemplasse vários aspectos que favorecem o crescimento da cidade, ao contrário de outros planos. Elaborado e discutido há duas gestões administrativas, o PDL ainda possui alguns itens que necessitam ser debatidos e melhorados. ‘‘Porém, ele contempla em muito o crescimento da cidade e ordena algumas coisas que estavam esquecidas’’, comentou o arquiteto Clóvis Bohrer, que ajudou a elaborar o documento.
Como arquiteto, Bohrer disse que a administração pública precisa dar mais atenção ao PDL e, principalmente, equipar o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), que é o órgão gestor do desenvolvimento da cidade. ‘‘Londrina já está ganhando com o projeto do Ippul em condensar os bairros da cidade, o que já é uma grande saída para um planejamento ordenado’’, ressaltou.
Para ele, a cidade está crescendo rapidamente e, se não fosse o PDL, Londrina poderia ter problemas mais graves. ‘‘Este plano ainda não é perfeito, pois precisamos melhorar ainda alguns pontos. Porém, ele existe e é mais moderno, que caracteriza o zoneamento da cidade’’.
Com o PDL, Bohrer garante que o crescimento urbano será articulado e com critérios rígidos. As mudanças radicais e sem um planejamento, salientou, podem causar problemas ao meio ambiente, sistema de fornecimento de energia elétrica, abastecimento e, até mesmo, à integração com os municípios vizinhos, como Ibiporã e Cambé, que estão praticamente conurbadas a Londrina.
‘‘O nosso anel viário ainda não tem um parâmetro legal. Porém, se não fosse o Plano Diretor, o trânsito seria caótico’’, argumentou. Outra questão contemplada pelo PDL é a manutenção dos fundos de vale, os quais Londrina possui em todas as regiões. ‘‘Londrina é bem contemplada neste aspecto. Porém, precisamos urbanizar estas áreas para evitar ocupações indiscriminadas’’. (A.S.)

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