Planejamento é fundamental para uma boa gestão
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quarta-feira, 13 de abril de 2016
Mariana Guerin Reportagem Local 
O seminário continuou com a apresentação de três painéis que discutiram desde a recuperação de pastagens, passando pela comercialização de carne de qualidade por meio de cooperativas e a importância do planejamento para a gestão eficiente da atividade.
Segundo Elir de Oliveira, coordenador técnico regional do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar)/Polo Pesquisa Oeste, o sistema de integração lavoura pecuária ainda é a melhor alternativa para incrementar a produtividade e melhorar a rentabilidade da pecuária de corte no Paraná. "Tudo depende de um manejo bem feito da pastagem", sugeriu Oliveira, destacando que é a favor da "desbraquiarização" do pasto.
"Existem diversas opções de forrageiras que ofertam maior quantidade de proteína ao boi que a braquiária e que são mais fáceis de manejar. É preciso saber escolher a opção que melhor se adapta à propriedade."

Geraldo Moreli, mestre em produção animal do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), mostrou como é possível melhorar a qualidade da carne e agregar valor ao produto trabalhando no sistema cooperativista. Conforme ele, a ideia é apostar na produção de novilho precoce "para oferecer um melhor produto ao mercado". "O segredo para evitar o efeito sanfona no gado é investir no melhoramento genético aliado à suplementação alimentar, especialmente no inverno, quando não há pastagem. E isso requer planejamento e manejo adequado da propriedade", comentou Moreli, que também aposta na integração lavoura pecuária como saída para modernizar a atividade no Estado.
Para o engenheiro agrônomo José Renato Silva Gonçalves, MBA em agronegócios e mestre em ciência animal e pastagens pela Universidade de São Paulo (USP), o planejamento é fundamental para o pecuarista gerir com qualidade o gado de corte. Gerente da Fazenda Figueira, pertencente à Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq), de Piracicaba (SP), ele apresentou os resultados obtidos pela estação experimental desde que foi inaugurada, no início dos anos 2000 e afirmou que a evolução da produção pecuária na fazenda que trabalha com cria, recria, engorda e terminação - só foi possível graças à gestão estratégica: "Primeiro fizemos um diagnóstico da propriedade e o planejamento das ações, para depois executá-las e, por fim, realizamos o controle da informações para saber quanto realmente estamos ganhando com a atividade", explicou.
Para ele, o preço final da arroba não significa rendimento ao produtor. "É preciso investir na propriedade para conhecer a margem de lucro. Isso se faz quando a arroba está valorizada, assim diminui a necessidade de abate de matrizes", finalizou.


