Piscina exige cuidado redobrado no inverno
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quarta-feira, 29 de abril de 2015
Ana Paula Nascimento<br>Reportagem Local 
Nos dias mais quentes, nada melhor do que ter uma piscina bem próxima para se refrescar e se divertir sozinho ou com os amigos. O que poucos atentam é para a necessidade de se manter os cuidados necessários para a boa qualidade da água da piscina mesmo quando as temperaturas estão mais baixas, durante o outono e o inverno. "Como a piscina normalmente não é utilizada nessas estações, a maioria das pessoas tende a negligenciar nos cuidados de manutenção, um erro que pode causar uma série de prejuízos, como o descarte de metade da água armazenada para conseguir recuperar sua qualidade", alerta o gerente de negócios Dalmo Grossi de Rezende, da Blue Pool, loja especializada do ramo, em Londrina.
Seguindo a tendência da ideia do "que não é visto, não é lembrado", não utilizar a piscina nos dias mais frios acaba fazendo com que a pessoa nem lembre de que a piscina exige cuidados constantes. Nesse caso, o mais importante é conseguir ser disciplinado para seguir à risca as regras de manutenção. "Um dos cuidados básicos é a cloração, que deve ser feita dia sim e dia não quando a piscina não está sendo usada; quando é utilizada com muita frequência, esse tratamento deve ser diário", informa o gerente. "Isso também é fundamental para prevenir a proliferação dos focos dos mosquitos da dengue", acrescenta.
Para uma piscina de tamanho médio - com 30 mil litros -, a indicação é utilizar 6 gramas de cloro para cada 1.000 litros de água, o que corresponderia a 180 gramas de cloro em pó. O preço varia de R$ 99 a R$ 189, conforme a marca, para o balde de dez quilos. Para piscinas residencias, o mais indicado é usar hipoclorito de cloro (40% de cloro ativo), enquanto em academias e clubes, hipoclorito de cálcio (65% de cloro ativo).
E não adianta se iludir de que cobrindo a piscina os problemas não cheguem a ocorrer. Aliás, o fato da piscina estar coberta pode "camuflar" - e até acentuar - o problema: com a vedação, a temperatura fica mais quente e o cloro pode até causar a corrosão da lona protetora. É preciso descobri-la com frequência e fazer o tratamento da água. As capas de proteção ou térmicas, explica Rezende, são indicadas para reforçar a segurança, no caso de ambientes que circulem crianças e animais, assim como para evitar que caiam uma quantidade excessiva de folhas na piscina.
Outro problema comum, apontado por ele, é referente à proliferação de algas na piscina, o que deixa a água turva e com tom esverdeado. "As algas vêm pelo ar, pela chuva, e quando as paredes da piscina estão muito lisas e escorregadias, é sinal de que as algas já estão começando a se instalar. O ideal é usar, a cada dez dias, um algicida por manutenção. Um clarificante também é indicado", orienta.
Com uma dose extra de disposição e disciplina nos dias mais frios, além dos cuidados básicos, ter uma piscina com água bem tratada não parece ser tão difícil. Um incentivo a mais pode ser o fato de que é possível obter uma longa durabilidade para a água reservada que, com a manutenção correta, deverá ter apenas uma pequena quantidade de água reposta devido à sua evaporação natural e drenagem pelo uso do aspirador.
ÁGUA LIMPA SEM CLORO
Uma novidade para limpar a água da piscina é o sistema de lâmpadas ultravioletas que são acopladas ao filtro. Com esse recurso, o uso diário do cloro é reduzido em 80% , evitando assim irritações na pele, no olho, no cabelo e desconforto para pessoas que usam tintura capilar. O sistema é caro, mas o custo-benefício é apontado como uma das vantagens. Outro sistema diferenciado é o uso de sal grosso para a limpeza da água. Apesar de ser mais barato, o uso direto do sal grosso pode comprometer a ferragem da piscina.


