PFL já pensa em Taniguchi para sucessão em 2002
PUBLICAÇÃO
domingo, 04 de outubro de 1998
Leandro Donatti 
Apontado como um dos sucessores naturais do governador Jaime Lerner (PFL) na disputa pelo governo em 2002, o prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi (PFL), passou o dia ontem driblando especulações. A reeleição de Lerner era tida como tão certa no PFL que alguns setores do partido concentravam-se na discussão de fórmulas eleitorais. A mais corrente era de que Taniguchi (foto) passa a se dedicar, a partir de hoje, à viabilização do seu nome como virtual candidato ao Palácio Iguaçu.
Não tem nada disso. Isso seria muito prematuro, declarou o prefeito, logo depois de votar ontem de manhã com a primeira-dama do município, Marina Taniguchi (PFL). O prefeito votou às 9h30 no Colégio Aline Picheth, no Bairro do Ahu. Estou empenhado em administrar Curitiba e não é hora de antecipar os fatos. Uma manifestação dessa natureza, antes de abrir as urnas e confirmar nossa vitória, é no mínimo extemporânea, encerrou o assunto.
Taniguchi reforçou a tese de reeleição para os prefeitos. É um instituto válido até para avaliar o desempenho dos governantes. Não pensem que a reeleição é uma garantia de eleição automática, apontou, referindo-se a movimentos no Congresso que pretendem rever a extensão a tese de manutenção de um prefeito por dois mandatos seguidos.
O prefeito de Curitiba não cumpriu roteiro conjunto com Lerner, na hora da votação, como fez em outros anos. Taniguchi passou o dia na cidade. À tarde, junto com Lerner, dirigiu-se ao QG da campanha para acompanhar a apuração paralela de votos que o PFL montou.


