Apontado como um dos sucessores naturais do governador Jaime Lerner (PFL) na disputa pelo governo em 2002, o prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi (PFL), passou o dia ontem driblando especulações. A reeleição de Lerner era tida como tão certa no PFL que alguns setores do partido concentravam-se na discussão de fórmulas eleitorais. A mais corrente era de que Taniguchi (foto) passa a se dedicar, a partir de hoje, à viabilização do seu nome como virtual candidato ao Palácio Iguaçu.
‘‘Não tem nada disso. Isso seria muito prematuro’’, declarou o prefeito, logo depois de votar ontem de manhã com a primeira-dama do município, Marina Taniguchi (PFL). O prefeito votou às 9h30 no Colégio Aline Picheth, no Bairro do Ahu. ‘‘Estou empenhado em administrar Curitiba e não é hora de antecipar os fatos. Uma manifestação dessa natureza, antes de abrir as urnas e confirmar nossa vitória, é no mínimo extemporânea’’, encerrou o assunto.
Taniguchi reforçou a tese de reeleição para os prefeitos. ‘‘É um instituto válido até para avaliar o desempenho dos governantes. Não pensem que a reeleição é uma garantia de eleição automática’’, apontou, referindo-se a movimentos no Congresso que pretendem rever a extensão a tese de manutenção de um prefeito por dois mandatos seguidos.
O prefeito de Curitiba não cumpriu roteiro conjunto com Lerner, na hora da votação, como fez em outros anos. Taniguchi passou o dia na cidade. À tarde, junto com Lerner, dirigiu-se ao QG da campanha para acompanhar a apuração paralela de votos que o PFL montou.

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