Desde a adolescência, quando deixou morrer uma espécie presenteada à família por amigos, o londrinense Dennis Panayotis Saridakis é aficcionado por plantas carnívoras. Descendente de gregos e ucranianos, formou-se em Biologia na UEL, em 1997, com um trabalho de conclusão de curso sobre as plantas carnívoras na bacia do Rio Tibagi. Ainda na UEL, concluiu mestrado em Agronomia, em 2002, com a tese "Ecologia Microbiana da Drosera Latifolia". Agora, aos 40 anos de idade, dedica-se a finalizar a tese de doutorado com um trabalho mais ambicioso e que ele considera inédito: o levantamento das espécies no Paraná, sua distribuição e conservação.
A ser apresentada nos próximos meses ao Departamento de Engenharia Florestal da UFPR, a pesquisa pretende atualizar a lista de plantas carnívoras do Paraná – com um aumento significativo do número de espécies nativas no Estado – e revelar a descoberta de quatro novas espécies, além de trazer novas formas de espécies já descritas e , também, cinco novas citações de espécies ainda não publicadas.
Foi durante uma aula de campo na Serra do Piraí, em Piraí do Sul, com alunos de uma faculdade de Apucarana, em 2008, que ele afirma ter descoberto uma nova espécie do gênero Utricularia. "Ela está sendo descrita e vou publicá-la em breve", anuncia. "Pretendo dar a ela o nome de uma pioneira na pesquisa sobre plantas carnívoras no Brasil", informa.
O que Dennis Panayotis pode adiantar é a certeza de que, no Paraná, as plantas carnívoras – que ele considera um indicador de qualidade ambiental – encontram-se seriamente ameaçadas. Nas restingas, pela especulação imobiliária. Nas várzeas, pela drenagem em prol da agricultura. E nos campos e cerrados, pelo avanço da agropecuária, com o conseqüente desmatamento.

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