A Cooperativa Central de Desenvolvimento Tecnológico e Econômico (Coodetec), com sede em Cascavel e unidade em Palotina, tem disseminado o resultado de suas pesquisas em todas as regiões paranaenses e outros estados, com novas cultivares de trigo, triticale, soja, milho e algodão. A Coodetec é sucedânea da Ocepar nos dois centros de pesquisa, respectivamente com 470 e 350 hectares, e suas fontes de receita são a produção própria que comercializa, fundos das cooperativas singulares e royalties sobre sementes protegidas.
No trigo, depois das variedades ‘‘Ocepar’’, a Central está lançando este ano duas novas cultivares da linha ‘‘CD’’, depois de outras três lançadas no ano passado que deram início à uma nova série de materiais com alta produtividade e resistência múltipla à doenças. Algumas podem ser plantadas em regiões desde São Paulo e Mato Grosso do Sul até o Extremo-Sul do Brasil, o que indica sua fácil e ampla adaptação climática.
Com a evolução obtida, a Coodetec deve ultrapassar este ano a marca de 25% de participação no mercado paranaense de sementes de trigo, segundo seu diretor, agrônomo Ivo Marcos Carraro.
RentabilidadeNo algodão, após longo período de pesquisa e investimentos, foi lançada a primeira semente da Coodetec (a CD 401), que permite produzir lavouras com alta produtividade e maior nível de mecanização, pois é apropriada para a colheita com máquina - embora possa ser colhida manualmente.
O rendimento de fibra da cultivar em relação ao caroço é maior que as variedades tradicionais, e a fibra oferece à indústria melhor qualidade em termos de maturidade, finura e resistência.
As cooperativas pagaram R$ 0,50 a mais por arroba da variedade da semente de algodão CD 401, o que indica que o uso de melhor tecnologia dá resultado direto na remuneração à agricultura.

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