Pesquisa ao alcance de todos
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Fernanda Borges <br> Reportagem Local 
Considerada um importante instrumento de apoio teórico à realização de um projeto, a iniciação científica complementa a formação do estudante. A Universidade Estadual de Londrina (UEL) oferece aos novos alunos oportunidades para o ingresso ao mundo da pesquisa. Cada vez mais universitários tem se interessado em participar de programas de pesquisa não só para engrandecer o currículo, mas principalmente para a produção de novos conhecimentos.
A diretora de pesquisa da UEL, Carmen Silvia Vieira Janeiro Neves, afirma que os cursos da instituição são bem avaliados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Atualmente são desenvolvidos 1.136 projetos de pesquisa aprovados e até o final do ano passado havia pelo menos 437 grupos de pesquisa cadastrados no CNPq e certificados pela instituição.
''A UEL também já sediou o Encontro Anual de Iniciação Científica em várias edições e o evento tem crescido a cada ano. Quando iniciou, em 1991, contava com 274 participantes. Já no ano de 2010 o número de inscrições chegou a 2.888'', afirma.
Para a pesquisadora, esse aumento no número de alunos incritos reflete também o esforço das universidades estaduais paranaenses para o fortalecimento das atividades de iniciação científica. ''A iniciação científica enriquece a formação dos alunos, que têm a oportunidade de trocar experiências com colegas de outras instituições expondo seus trabalhos aos demais membros da comunidade universitária'', diz.
Sem fronteiras
A paixão pela área acadêmica e de pesquisa do estudante Bruno Cesar Silva de Jesus, 20 anos, que cursa o quarto ano de Educação Física na UEL, vai levá-lo à Universidade de Coimbra, em Portugal. Interessado em desenvolver novas pesquisas e contribuir para a produção de trabalhos científicos em sua área, Bruno está otimista com a experiência que poderá adquirir na Europa.
Beneficiado pelo Programa Ciência Sem Fronteiras, o estudante conquistou uma bolsa científica para permanecer seis meses naquele país com direito ao acesso à universidade, moradia e alimentação. ''Foi preciso fazer uma prova de inglês e providenciar documentação. A oportunidade da bolsa surge devido às boas notas e ao bom desempenho acadêmico. É um esforço gratificante e tenho certeza que poderei aproveitar bastante toda a estrutura de laboratório e grupos de pesquisa bastante renomados que existem por lá'', diz.


