Pescadores são os turistas mais tradicionais
O turista mais tradicional da represa está longe dos condomínios de luxo. Aquele que chega cedo, de preferência logo após o sol nascer para pegar um bom lugar, e pode ser reconhecido de longe pela quantidade de tralhas e pelo chapelão contra o sol. São eles, os pescadores, que sustentam uma dezena de pequenos empreendimentos em Primeiro de Maio.
Da criação e venda de isca na beira da estrada, passando pelo aluguel de barcos e trapiches até os quiosques de venda de petiscos e aluguel de chalés simples para quem não liga ou não exige muito conforto.
Ao longo da ponte da entrada da cidade, alinham-se pelo menos quatro estabelecimentos desse tipo, que vendem e oferecem de tudo um pouco. No de Maria dos Santos, 36 anos, você encontra de tudo: iscas, cevas, chumbadas, comida, sorvete, barcos.
Há 12 anos atendendo pescadores de toda região, ela comenta que para seu negócio não tem tempo ruim e nem a falta de peixe atrapalha. ''Pegando ou não pegando (os peixes) eles sempre aparecem para refrescar a cabeça'', afirma.
Os pescadores vão, mas reclamam. ''Tá ruim, não dá nem para mostrar os peixes para fazer foto de tão pequeno'', avisa o mecânico ajustador, Roberto Ronchin, 39. Frequentador de carteirinha da represa, ele enumera os muitos municípios da região onde costuma pescar.
Ele explica que a gana de sair para o rio é antiga e, apesar da reclamação sobre a ausência do objetivo da atividade, o peixe, o importante mesmo é sair da rotina. ''A gente sai mais para se divertir. Se gostasse tanto assim de peixe era só passar na peixaria que era até mais barato'', comenta. Além disso, segundo ele, quando a pescaria não é boa, tem quem comemore. ''Quando não levo peixe, ela (a esposa) gosta porque não tem que limpar'', finaliza. (A.S)





