É em meio à paisagem exuberante e águas tranquilas da Represa Xavantes, que banha várias cidades no Norte Pioneiro, que muita gente tem aproveitado para curtir as férias. Além das prainhas artificiais, que se formam em vários pontos da represa e fazem a alegria dos banhistas, os turistas encontram outras opções de diversão, entre elas a pesca esportiva.
Em Carlópolis, por exemplo, guias de turismo são treinados para atender os interessados. E os serviços de assessoria para esse público vão desde hospedagem até a oferta de equipamento. Mas há quem se aventure sozinho ou em grupos particulares. No fim, a diversão é igual para todos.
Para entender um pouquinho melhor esse esporte que tem atraído tantos turistas, a reportagem da FOLHA foi ''pescar'' na represa, em companhia de um guia, barco a motor, iscas artificiais e varinha com molinete em mãos.
Para os mais experientes a principal dica é bastante conhecida: paciência. Silêncio também é bom. Apesar de alguns peixes não ''fugirem'' com o barulho, falar baixinho - ou nem falar - pode ser o primeiro passo para um dia de sucesso.
Estar com os equipamentos adequados também é um bom começo. As iscas mais usadas, por exemplo, são as artificiais. Tem as que ficam submersas na água e as que ficam na superfície. Com estas, o interessante é que dá para ver o ataque do peixe, segundo José Salles Neto, diretor municipal de Turismo de Carlópolis, guia e consultor de pesca esportiva. A escolha da vara, conforme ele, também deve ser minuciosa. Mas não é preciso tanta preocupação com a escolha dos materiais porque o guia pode dar as dicas. ''É preciso apenas disposição'', resume.
Na água, alguns detalhes são fundamentais. ''É preciso prestar atenção no 'movimento' do peixe'', revela Salles Neto. O tucunaré, peixe do momento lá na represa, forma umas ondinhas ao se movimentar, por exemplo. ''É aí que percebemos a sua presença'', disse o guia. O peixe em questão também gosta de ficar em águas rasas, próximo às margens.
Conforme Salles Neto, um barco com motor elétrico como suporte também ajuda na captura dos peixes. ''Dá para se movimentar na água sem fazer muito barulho. A gente consegue chegar bem perto do peixe, vizualizar bem'', destacou.
O tucunaré, segundo o guia, também gosta de ''aparecer'' em dias ensolarados. O sol, infelizmente, não estava para peixe no dia em que reportagem passou pela represa. De consolo só uma piranha foi pescada, mas devolvida ao rio. O guia, entretanto, garante que ''peixe é o que não falta''.

Defeso
Como o período é de defeso (piracema) na Xavantes, somente a captura de alguns peixes estão permitidas, entre eles o tucunaré e a corvina. Está proibida até fevereiro a pesca de espécies nativas, como por exemplo o dourado, segundo informou Neto.
É sempre bom destacar que um dos princípios da pesca esportiva, conforme ressaltou o guia, é a prática da atividade como esporte ou hobby, sem que dela dependa a subsistência do pescador. Muitas vezes a diversão está em só pescar e não matar o peixe.
Além disso, a atividade prevê, entre outras regras, que não se remova do meio peixes que são geradores de sua espécie e que sejam respeitados os períodos de reprodução e abatidos somentes aqueles com tamanhos adequados.
Em Carlópolis, guias são treinados para atender turistas. A diária fica em torno de R$ 150, para um grupo de até três pessoas, que podem passar o dia todo no rio, fora o custo com combustível. Independente de quantos peixes forem capturados durante o passeio, cada pessoa pode levar apenas cinco exemplares.

SERVIÇO
Mais informações sobre pesca esportiva, guias, locais de hospedagem e pontos turísticos de Carlópolis na Secretaria Municipal de Turismo: (43) 3566-2698; ou com José Salles Neto: (43) 9145-6627.

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