Quando perguntados sobre histórias curiosas da profissão, muitos citam episódios relacionados a assaltos e furtos. Maurício Puchalski lembra que certa vez arrebentaram o vidro de sua banca para roubar uma revista com DVD erótico encartado. O mais irônico desta história é que sua banca está localizada em frente a um módulo policial.
Noêmia Trevisan, que tem uma banca antiga feita de chapas de metal, vê vantagem no material, por ser resistente. ''Antes de assumir a banca, ela ficou fechada por um mês. Havia sinais de que tentaram arrombar, mas não conseguiram entrar. De qualquer forma, ainda saí no prejuízo pois gastei com chaveiro e soldador para consertar o estrago.''
Dorival Carneiro gosta de citar uma tentiva frustrada de assalto ocorrida na década de 80. Certo dia, por volta das 7 horas, ele saiu para buscar as revistas, enquanto sua esposa tomava conta da banca. Um homem armado com uma faca entrou dando voz de assalto. Cortou o fio do telefone e pediu o dinheiro.
''Ela se abaixou por trás do balcão, mas em vez de pegar dinheiro, teve um estalo, pegou um grampeador e meteu na cabeça do cara, que se assustou e fugiu. Graças a Deus, ele nunca mais voltou. Já o grampeador, nós temos ele até hoje'', empolga-se Carneiro, exibindo o instrumento como se fosse um troféu. (R.J.D.)

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