Perigo: Real facilita contaminação
Se depois de uma década circulando no País a fama do Real já não era das melhores, ela vai ficar pior ainda. Pesquisa feita pela Universidade Gama Filho, do Rio de Janeiro, constatou que as notas de R$ 1 carregam até oito vezes mais bactérias do que as notas de US$ 1. Ou seja, são verdadeiros depósitos itinerantes de doenças. E o problema não atinge só as cédulas. As moedas também são consideradas vilãs da saúde pública.
As cédulas de papel, segundo o biomédico Roberto Martins Figueiredo, além de absorverem organismos em quantidade, também facilitam a proliferação. Por isso, a medida ideal seria a substituição total das cédulas de papel pelas de plástico. Quanto às moedas brasileiras, o biomédico aponta que o problema é a ausência de cobre em sua composição. Este metal inibe o crescimento de bactérias. ''Uma bactéria de salmonella resiste até 24 horas em uma moeda com 99% de cobre. Imagine a mesma bactéria numa moeda sem cobre?'', questiona o especialista.
Figueiredo aproveita a pesquisa carioca para reforçar que isso é resultado da falta de acesso das camadas mais pobres da população ao saneamento básico e informação sobre a importância da higiene.''As cédulas e moedas de valores baixos são a fotografia do saneamento básico do País porque são as que mais circulam nas faixas de baixa renda'', observa Figueiredo. (L.A.)





