O trabalho de perícia científica feito no caso do assassinato da estudante Amanda Rossi foi o melhor possível, dadas as circunstâncias em que a vítima e o local do crime foram encontrados. É o que atesta o perito do Instituto de Criminalística Luciano Bucharles.
O corpo da garota foi localizado aproximadamente 36 horas depois de sua morte. O lugar onde ocorreu o crime - a casa de máquinas de uma piscina -, é um ambiente pequeno, que abriga equipamentos como um filtro e um aquecedor, e é quente e úmido, fato que acelerou a decomposição do cádaver. O estado de putrefação prejudicou, por exemplo, o trabalho de detecção das impressões digitais no pescoço da estudante.
Sobre o fato de diversos materiais científicos terem sido enviados para Curitiba devido à inexistência de alguns recursos técnicos em Londrina, como as amostras para os exames de DNA, que foram encaminhadas ao Laboratório de Genética Molecular, Bucharles ressalta que isso não atrapalha o resultado final da perícia.
''Causa demora, mas não inviabiliza'', destaca o perito, relatando na sequência que o Instituto de Criminalística de Londrina pode ser considerado bem aparelhado. ''Não sentimos falta de nenhum material técnico'', completa.
Falando especificamente sobre o trabalho pericial, ele disse que foi feita uma varredura completa no local. ''Fui cinco vezes até a Unopar. Achamos sangue e fios de cabelo na casa de máquinas, mas constatou-se que esse material era da Amanda''.
Questionado sobre a possível falta de fornecimento de dados técnicos que auxiliem a investigação policial, Bucharles é enfático ao dizer que a perícia ofereceu sim subsídios à autoridade policial.
O perito revela que dados como as vestes alinhadas da vítima, que indicam que ela não foi arrastada até o local do crime, e as marcas de sangue no aquecedor, a uma altura de 1,4 metro, que evidenciam que o sangue de Amanda deve ter espirrado também em quem a golpeou na face, são importantes para a polícia chegar a suspeitos.
Amanda Rossi também passou por Necropsia no Instituto Médico de Londrina (IML). Segundo o coordenador do IML, Fernando Picinin, os médicos legistas conseguiram definir o horário e a causa da morte, que foi asfixia mecânica; além de outros dados como definir que foi um objeto pérfuro-contuso que ocasionou os ferimentos na face da estudante. Os exames feitos no IML também constataram que a moça não foi vítima de violência sexual. (W.S. e L.A.)

mockup