Como não poderia deixar de ser, uma excursão que pretende levar 30 jovens para a Europa consumiria grande tempo para organização. Além das dificuldades logísticas, a preparação espiritual dos adolescentes deveria ser bem realizada, a fim de que os objetivos da viagem a visita ao Papa e a participação efetivamente cristã na Jornada Mundial da Juventude acontecesse com sucesso. A responsabilidade, a cargo do padre Alexandre Awi e da irmã Dionéia Lawangue, foi bem cumprida.
Os preparativos para a excursão, segundo Mateus Gimenez Carvalho, levaram mais de dois anos. E as demonstrações de perseverança do grupo de jovens começaram no mesmo período, já que, preparados para conhecer o Papa João Paulo II.
''Foi uma frustração. Conhecíamos toda a história de João Paulo II e sabíamos do carisma dele, principalmente entre os jovens. Afinal, foi ele quem criou a JMJ. Mas também sabíamos que nosso objetivo era celebrar Jesus, e por isso não desanimamos'', conta Giovana Chimentão Punhagui. Os preparativos ganharam andamento e, no dia 1º de agosto, sob a tutela do padre Alexandre Awi, o grupo partiu para Roma, onde a peregrinação começaria.
Na capital italiana, as expectativas pelo primeiro encontro com o Papa começaram. Seria Bento XVI somente mais um alemão tipicamente frio, reservado? ''Descobrimos que ele é uma pessoa normalmente tímida, introspectiva, mas também descobrimos que as cobranças em cima disto são exageradas. Afinal, ele tem pouco tempo de papado'', conta Mateus. ''Pudemos entregar a ele uma imagem da Nossa Senhora, tiramos fotos, gritamos 'Brasil, Brasil', durante a audiência realizada no Vaticano, e ele deu muita risada'', lembra a estudante Mariana Gonçalez Petrucci, 16.

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