O incremento do Catuaí Shopping é encarado pelos especialistas do setor como uma razão de otimismo. Depois de uma ampliação em 2003, com a construção da ala Casa Catuaí, o maior shopping do Sul do País (80 mil metros quadrados de Área Bruta Locável, incluindo a ala que será construída) já estará outra vez ''turbinado'' quando o concorrente abrir suas lojas.
Em outubro do ano que vem, será entregue a área da nova expansão, orçada em R$ 80 milhões, que inclui 84 lojas, cinco âncoras, duas semi-âncoras, uma praça de alimentação nova e estacionamento suplementar com 1,4 mil vagas. Serão mais 800 novos postos de trabalho.
Com as novidades, a superintendência do shopping acredita que o fluxo mensal passe de 800 mil para 1 milhão de pessoas. E para quem duvida que haja interessados em novos pontos comerciais, um dado: dez meses antes da entrega da estrutura, dois terços das lojas já foram comercializadas.
Os que estão por trás desses projetos não se encabulam e fazem elogios rasgados a Londrina. ''Só perde quem subestima Londrina'', define o imobiliarista Raul Fulgêncio. Ele contou à reportagem várias histórias de forasteiros que se impressionaram com a prosperidade de Londrina em passeios pela cidade.
''Teve um que depois de percorrer ruas e ruas do Centro perguntou se a cidade não tinha casa porque ele só havia visto comércio por todos os lados''. Para Fulgêncio, a explicação de tanta admiração vem de um traço marcante da personalidade do londrinense. ''Nós somos empreendedores como poucos e a cidade retrata isso''.
O diretor da Metacon Engenharia, Renato Fogaça, responsável pela comercialização do Planet Shopping, lembra que uma das especialidades de sua empresa, a construção de hotéis, fez com que ele percorresse muitas cidades país afora. Sua avaliação é que Londrina tem muitos trunfos em relação às outras praças. ''Talvez a gente não saiba valorizar o que tem aqui''.
Fogaça ressaltou que a infra-estrutura urbana da Zona Norte, por exemplo, foi decisivo nos relatórios que apontaram a viabilidade econômica do empreendimento. ''Queríamos fazer um shopping com um perfil diferente, não para um público flutuante, mas voltado aos moradores de uma grande comunidade'', esclarece.
''A Zona Norte de Londrina é um lugar muito indicado, ao contrário de regiões de outras cidades estudadas para receber o investimento, onde faltava infra-estrutura e o custo da obra seria maior. Aqui não existe este problema e ainda tem uma demanda reprimida para consumidores das classes B e C'', conta Fogaça, já comemorando a grande procura pelas lojas e com a consciência tranquila de quem fez a coisa certa.
Poder do campo
Outro fator de consistência econômico e o bom momento do agronegócio, uma atividade que, quase sem sobressaltos, contribuiu decisivamente para uma expansão média anual de 20% desde 2001 no Catuaí, por exemplo. São números que demonstram que o ciclo virtuoso da cidade ainda está longe de acabar, aumentando a confiança para novos negócios.
''Os índices de crescimento da região são significativos, assim como o de aumento de renda, de geração de empregos e os diretamente relacionados ao setor agrícola'', avalia Sylvio Carvalho Netto, superintendente do Catuaí, que espera um crescimento ''chinês'' de 12% para 2008 (sem contar a nova ala). (L.F.M.)

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