Pequenos respondem por 21% do PIB
PUBLICAÇÃO
domingo, 07 de setembro de 1997
Lorena Aubrift Klenk Curitiba 
Mauro FrassomErcílio Santinoni: há maior número na informalidade Os números disponíveis e projetados sobre o universo das micro e pequenas empresas brasileiras são incontestáveis: a imensa importância econômica e sobretudo social desse segmento, que cresce rapidamente e que se vislumbra ainda maior no futuro. No Brasil, estima-se que existam mais de 4 milhões de estabelecimentos de pequeno porte, entre industriais, comerciais e de serviços.
O número, segundo essas estimativas, representa cerca de 98% do total de empresas registradas no País. Mas, enquanto nos Estados Unidos há uma pequena empresa para cada grupo de 10 habitantes, no Brasil a relação é de uma pequena empresa para 40 habitantes.
No Paraná, apenas as empresas que até agora aderiram ao Simples (Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, o novo sistema de tributação para micro e pequenas) são 107.397. Mas, embora nenhum órgão oficial saiba exatamente quantas elas são, nem o volume preciso de riqueza que geram ou os investimentos que fazem, estima-se que o número real dessas empresas seja o dobro.
E este conjunto é formado apenas pelas empresas formais. As indicações são de que o número de pequenos na informalidade é superior ao das empresas formais, que pagam impostos e registram seus empregados, diz o presidente da Confederação Nacional das Entidades de Micro e Pequenas Empresas Industriais, Ercílio Santinoni.
ArrecadaçãoNo Paraná, o único dado concreto, fornecido pela Secretaria da Fazenda, diz respeito à participação das micro na arrecadação. Mas, de abril a junho deste ano, foi de apenas 2,9%. Analisando a frieza desse número, parece um segmento sem importância. Mas, indiretamente, a participação dos pequenos é consideravelmente grande, porque é nesse segmento que está a massa trabalhadora, que come, bebe, mora e paga impostos por tudo isso, afirma Santinoni.
São dados do Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) que amparam as análises sobre a verdadeira dimensão da força dos pequenos, no País e no Estado. Segundo o órgão, o segmento é responsável por 60% da oferta de empregos no setor privado brasileiro, 42% dos salários pagos e 48% da produção de bens e serviços.


