Pequena história de uma grande ousadia
Instalado num pequeno quarto de pensão em Londrina, em meados da década de 40, o ex-marceneiro João Milanez, comunicativo e ousado, teve a idéia de fundar um jornal. Investiu todas as suas economias no sonho. O único problema: era incapaz de escrever uma notícia. Firmou, então, uma parceria com o jornalista Correia Neto, de quem acabaria adquirindo a parte na sociedade, em troca de uma caneta Parker!
Para garantir a continuidade do empreendimento - a 1ª edição da Folha de Londrina circulara em novembro de 1948 -, Milanez comprou em São Paulo, três caixas de tipos para composição manual. O jornal passou a ser editado todas a semanas. Para imprimir a Folha, ele carregava nas costas as pranchas (matrizes) de 35 quilos do jornal até a gráfica. Quando chovia, a impressão atrasava: as pranchas não podiam molhar.
Em 1952, adquiriu uma impressora rotoplana. O que ganhava reinvestia no Jornal, agora um diário de oito páginas, com notícias internacionais estampadas na capa. Em 1969, a empresa tornou-se a terceira do país e a primeira do interior a adquirir uma moderna impressora off-set, o que possibilitou ao jornal chegar a todos os cantos e recantos do Paraná. A partir daí, mais investimentos foram feitos na informatização do processo jornalístico e na atualização tecnológica do parque gráfico, atraindo novos acionistas em 1992.
Em 1999, o empresário José Eduardo de Andrade Vieira assume a Superintendência da Folha, colaborando com uma visão administrativa moderna para que a ousadia dos primeiros tempos da Folha de Londrina mantenha-se como inspiração do continuado crescimento da empresa.





