Acompanhar e participar ativamente do processo de desenvolvimento, bem como buscar as novas alternativas de evolução tecnológica não é apenas um mérito para as autoridades constituídas e líderanças empresariais das cidades e da região. É, antes de tudo, uma missão inadiável, na qual tais peças propulsoras do desenvolvimento regional não podem e não devem serem omissas.
Alguns momentos revestem-se de fundamental importância para a vida de cada município e do Vale do Ivaí em geral. Tais situações têm consequências e implicações – benéficas ou prejudiciais –, às vezes imediatas ou à médio prazo, dependendo do envolvimento ou não destas lideranças nas lutas de interesse regional.
É preciso enxergar os caminhos e alternativas de desenvolvimento, visualizando as perspectivas futuras, sob o risco de ficar à margem do processo de crescimento social e econômico. Já diziam nossos bisavós e avós, pioneiros desta região, ‘‘quem chega primeiro sempre bebe água limpa’’.
Felizmente, a situação vivenciada atualmente no Vale do Ivaí é favorável no tocante à organização e empenho de suas principais lideranças. As classes política e empresarial estão atentas e mobilizadas em relação à implantação de uma termoelétrica na região Norte do Estado e de um gasoduto, destinado ao abastecimento dos municípios em meio ao eixo Londrina-Apucarana-Maringá, incluídos aí também as cidades do Centro-Norte (Vale do Ivaí).
Esta nova alternativa energética pode realmente ser o diferencial para o desenvolvimento industrial da região. É muito provável que, em breve, dispor ou não do gás natural poderá ser condição indispensável para a instalação ou não de novas indústrias na região. Dispor ou não desta nova fonte de energia pode significar um impulso ou uma estagnação no processo de geração de empregos e renda.
Há cerca de 20 meses, a Associação Comercial e Industrial de Apucarana (Acia) tomou para si esta bandeira, iniciando a luta pela conquista de um ramal do gasoduto para a cidade e região. E também pela implantação de uma termoelétrica, que viabilizaria a vinda do gás pela ampliação da demanda de consumo.
Agora, também em Ivaiporã a discussão nasceu no Rotary Club, ganhando de imediato a adesão das principais forças locais, que não admitem em hipótese alguma que a cidade fique fora do traçado do futuro gasoduto.
No caso de Apucarana, a cidade têm ainda a seu favor o engajamento total do prefeito Valter Pegorer nesta causa. O município, que já detém uma série de fatores que somam a seu favor, conta ainda com o principal aliado político (Pegorer) do governador Jaime Lerner no Norte do estado. Estamos no caminho certo.

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