Da Redação
Há 33 anos trabalhando na Cia. Cacique de Café Solúvel, Antônio Oliveira Santos, de 51 anos, sente-se realizado profissionalmente. Mais conhecido como ‘‘Pel钒, ele entrou na empresa aos 17 anos como auxiliar de serviços gerais e hoje é líder mecânico no setor de manutenção de equipamentos. ‘‘Entrar na Cacique significou um abrir de portas para uma nova perspectiva de vida, antes impossível de imaginar’’, conta.
Ele veio para Londrina aos 6 anos, acompanhando a mãe e quatro irmãos. Como era arrimo de família, Pelé começou a trabalhar cedo e passou por várias funções. Trabalhou na Guarda-Mirim como engraxate, depois como entregador de pão e bóia-fria na colheita do café, mas o primeiro emprego com registro em carteira foi na Cacique.
O apelido dado a Antônio veio com a vitória do Brasil na Copa do Mundo de 1958, que teve como destaque o então menino Pelé. ‘‘O pessoal começou a me chamar de Pelezinho e o apelido acabou ficando até hoje’’, diz. Orgulhoso de sua história, ele diz que o apoio da empresa foi vital para o seu crescimento profissional. É motivo de satisfação e orgulho ter um apelido igual ao nome da principal marca da companhia.
‘‘A Cacique sempre teve uma política de recursos humanos de incentivo ao aperfeiçoamento’’, comenta. A área de mecânica sempre foi o objetivo de Pelé, meta que começou a vislumbrar quando passou a desempenhar a função de operador de equipamentos. Mas foram o seu interesse e sua persistência que o levaram a realizar seu projeto e fizeram dele ‘‘operário-padrão’’ em várias oportunidades. ‘‘Eu abraçava toda oportunidade de curso que dizia respeito à minha área, sempre com o apoio da empresa’’, diz. Entre outros, Pelé fez o curso de mecânica geral e desenho técnico.
Hoje Pelé coordena os trabalhos do setor, mas afirma que gosta mesmo é de colocar a mão na massa e, sempre que possível arregaça as mangas para solucionar problemas nas máquinas. O setor de manutenção é um dos mais importantes da empresa porque foi ele que, no início, viabilizou o funcionamento da empresa. Os equipamentos eram importados e a equipe teve de usar todo seu empenho, conhecimento e criatividade para manter as máquinas funcionando.
Naquela época, diz, a troca de uma peça poderia levar até um ano se dependesse da importação. A solução foi criar um know how próprio para driblar os problemas. ‘‘É gratificante encontrar soluções, propor novos desenhos e abrir novas possibilidades, principalmente quando a empresa apóia e reconhece nosso empenho’’, reforça.
A satisfação de Pelé com o seu trabalho frutificou. Casado, seus dois filhos estão seguindo profissões relacionadas à sua. Um pretende deles fazer engenharia elétrica e o outro está cursando comércio exterior.

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