Pegoraro recorda casos inesquecíveis de 20 anos na FL
O jornalista Paulo Pegoraro lembra das aventuras do tempo de Galletto. E refere-se a um dos acontedimentos de maior impacto que já cobriu: a queda de uma das pontes pênseis das Sete Quedas do Rio Paraná, em Guaíra, no início dos anos 80. Morreram 20 pessoas. Foi uma trágica despedida das Sete Quedas, logo depois encobertas pelo Lago de Itaipu, lembra.
Pegoraro e o repórter Éder Dudzack cobriram o caso até o resgate do último corpo. Éder lembra que estava na última semana de férias. O Pegoraro me convocou para voltar imediatamente, para irmos juntos para lá, porque o caso era de repercussão internacional. Embora a função não fosse a de fotógrafo, Éder teve que assumir a máquina e correu riscos ao fazer algumas fotos em pontos perigosos.Arquivo FolhaNo OestePegoraro, de Cascavel: aventuras
Pegoraro e Éder viveram outra situação inesquecível: conflitos armados na Fazenda Padroeira, em Matelândia, entre jagunços e posseiros. Os jornalistas foram para lá, com o então fotógrafo da sucursal, Xico Tebaldi. Em lombo de cavalos, eles percorreram a fazenda, sob chuva e a reportagem estendeu-se noite a dentro. Repentinamente, ao som de tiros, Pegoraro e Éder, que estavam em um mesmo cavalo, notaram que Xico havia sumido. Entraram em desespero: e se ele tivesse sido ferido ou morto? A busca prosseguiu durante horas na escuridão e, como ele não foi encontrado, decidiram ir para a sede da fazenda, para tentar contato com a PM de Matelândia.
Os colegas de Xico pediriam uma patrulha para buscas. Ao chegarem à sede da fazenda, viram o fotógrafo jogando truco, comendo churrasco e bebendo cerveja com peões. Disse que havia se desgarrado e decidido voltar através de uma uma picada.





