Pé-vermelho no circuito internacional
Referências londrinenses de sucesso na profissão não faltam para quem sonha com a carreira de modelo. Michele Alves, Fabiana Semprebom e Fábio Delai são os atuais representantes pés-vermelhos nas passarelas mundo afora. A história é quase sempre a mesma: o início ora despretensioso, ora cheio de expectativa em concursos promovidos por grandes agências, uma curta temporada de trabalho em São Paulo e, em seguida, a grande chance no mercado internacional. O trajeto, entretanto, nem sempre é tão simples assim (leia texto nesta página).
Com Michele Alves, 25 anos, hoje a londrinense mais bem posicionada no ranking das tops internacionais, tudo aconteceu relativamente rápido. Presença constante nas temporadas de desfiles de prêt-à-porter do circuito oficial (Nova York- Paris-Londres-Milão) e também na semana de alta-costura francesa, ela é um dos nomes mais cotados para campanhas de peso na moda mundial. Atualmente, é a estrela da grife norte-americana Ralph Lauren.
De acordo com Zeca de Abreu, diretor da Marilyn, agência com a qual a top tem contrato, Michele pertence atualmente à categoria ''Especial Plus'', que engloba modelos diferenciadas, cujo cachê para desfiles, no Brasil, varia de R$ 3 mil a R$ 5 mil. Zeca prevê que logo ela estará no ''pódio'' da categoria, ao lado de Fernanda Tavares e Caroline Ribeiro. Dividindo apartamento em Nova York com duas modelos brasileiras, Michele têm frequentado o melhor da Big Apple muito bem acompanhada: ao lado do namorado, o big boss da gravadora Maverick, Guy Oseary.
Uma realidade bem distante dos planos da garota tímida que ganhou o título de Miss Simpatia no concurso Rainha da Exposição, em 1995, quando ouviu, de todos, que tinha jeito para modelo. Considerando-se excessivamente magra (1.79m, 53 quilos), Michele se inscreveu no concurso da Elite depois de fazer um trato com a família: se a carreira não desse certo, faria um tratamento para engordar. Ficou em segundo lugar na etapa nacional do concurso, trancou o curso de Engenharia Civil na UEL e nunca mais pensou em alterar os ponteiros da balança. (R.V)





