Ao final de cada edição, o Festival de Música de Londrina volta a encarar o seu maior desafio: conseguir recursos para a edição seguinte. "Gostaria de presenciar uma sociedade londrinense ativa para o marketing cultural, onde existe uma fila para ser patrocinador, como no Metropolitan de Nova York. Esse seria o festival dos meus sonhos", revela o diretor artístico Marco Antônio de Almeida.
Segundo a diretora executiva Lilian Almeida, a captação de recursos começa ainda em meados de outubro, mas o orçamento vai se formatando somente ao longo dos meses. Para se ter uma ideia, dois patrocínios de peso, que correspondiam a mais da metade do orçamento, foram confirmados há apenas poucas semanas, totalizando a verba em R$ 1,1 milhão. "Muitos empresários estavam com receio por causa da crise. Ainda precisamos da sensibilidade do empresariado local. Todo ano esperamos que a situação mude", revela Lilian, acrescentando que esta edição tem 17 patrocinadores e 19 apoios culturais.
Para Almeida, outra conquista importante seria ter um espaço próprio do FML. "Gostaria que existisse um espaço onde pudessem acontecer os cursos, aulas e concertos do festival. Além disso, um teatro com todas as possibilidades técnicas para montagem de uma ópera, por exemplo", acrescenta.

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