Álvaro Orsi/Especial para a FolhaO arenito caiuá cede, cobrando seu alto preço como consequência do má tecnologia A economia do município de Umuarama está confiante nos resultados de uma alavanca formidável implantada pela Prefeitura para assegurar a rápida recuperação da produção rural. Através do Pater (Programa de Arrendamento de Terras), dentro do prazo de três a cinco anos a capacidade das terras degradadas pelo reconhecido uso inadequado estará refeita a ponto de restabelecer a prática de importantes culturas como o café, o algodão e o milho - que antigamente sustentavam a produção - e atrair outras, como a soja, o milheto, a aveia. O desdobramento do Pater também dará um novo alento à pecuária, assegurando a manutenção da liderança estadual do município em termos de tamanho do rebanho bovino.
O programa foi lançado em março pelo prefeito Fernando Scanavaca, baseado num estudo que mostra números preocupantes sobre a deterioração das terras de Umuarama, principalmente da década de 70 em diante. Hoje, dos 150 mil hectares do município ocupados com pastagens extensivas, cerca de 100 mil estão com baixa produtividade.
Embora a projeção já traçada indique amplas possibiilidades de resultados econômicos revolucionários, a base do programa é simples: pequenos, médios e grandes produtores têm acesso à terra através do sistema de arrendamento, trabalham, produzem, e ao término do contrato a devolvem recuperada aos proprietários. Estes, por sua vez, também se beneficiam porque podem retomar a produção com novo fôlego de fertilidade.
Agroindústria‘‘Nossas terras voltarão a ser férteis através da exploração agrícola de forma racional e com tecnologia’’, aponta o secretário municipal da Agricultura Edson Assis Bastos, indicando que se hoje os pecuaristas de Umuarama conseguem manter 1,2 animal por hectare, depois do arrendamento passarão a ter de 5 a 6 animais no mesmo espaço. ‘‘Isso significa dizer que aumentaremos o rebanho bovino e teremos melhorias na qualidade da carne oferecida’’, complementa.
O Pater terá outro poder, que o prefeito Fernando Scanavaca já vislumbra acertadamente: a atração e o desenvolvimento da agroindústria no município. Com a produção agrícola assegurando o oferecimento de matéria-prima básica para sustentar a transformação no próprio município, serão concretizadas iniciativas de produção que, por sua vez, vão proporcionar a geração de empregos e impostos: é a perspectiva da tão sonhada agregação de valores no próprio município.
A agroindústria, aponta o prefeito, é o caminho mais seguro para a diversificação da economia municipal, que passará a ter, no mínimo, duas importantes bases de sustentação: a produção do campo e a produção da cidade. ‘‘A integração bovinocultura-agricultura-agroindústria será a redenção do município e da região’’, compara Scanavaca.

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