Passar no vestibular é um momento de muita alegria e também de muitas mudanças. É uma nova fase que se inicia. Para os que são aprovados em uma universidade fora da sua cidade, as mudanças são ainda maiores. Deixar a família, os amigos, mudar os lugares que frequentam e a casa em que moram. É preciso adaptar-se a uma nova rotina.
A jovem Gisele Garcia Costa, 23 anos, passou por essa experiência. Em 2004 ela veio de Penápolis, interior de São Paulo, para cursar Serviço Social na UEL. Ela conta que no começo foi difícil, pois tudo era novo, não conhecia quase ninguém e sentia muita falta da família. Mas, apesar das dificuldades, Gisele logo se adaptou. ''Achei Londrina agradável e hospitaleira'', revela.
Assim que chegou na cidade foi necessário escolher um imóvel para morar. ''O estudante que precisa passar boa parte do dia na universidade, para não gastar e não ter dificuldades com transporte, é melhor procurar uma residência próxima à UEL'', aconselha. Ela, que atualmente mora no centro e divide o apartamento com amigas, acredita que quem está vindo para Londrina vai gostar. ''Há espaços para explorar a cultura, a arte e para se divertir. Sinto-me acolhida aqui'', afirma.
Assim como Gisele, o estudante que vem de fora precisará escolher um imóvel para residir. Segundo o gerente de vendas da Imobiliária Santamérica, Luiz Moreira, nessa época, a procura aumenta, no mínimo, 20%. Moreira contou que o interesse maior é pela locação de apartamentos, onde a taxa condominial não seja muito alta.
A escolha do imóvel, muitas vezes, causa preocupação. Por isso, é fundamental escolher uma imobiliária de confiança e seguir alguns conselhos importantes. Na opinião de Moreira, a vistoria de entrada merece atenção especial e nenhum documento deve ser assinado sem conhecimento do conteúdo. ''É aconselhável que o universitário ou alguém da família acompanhe essa vistoria'', comenta.
A Central de Atendimento ao Estudante e Moradia (CAEM), é uma empresa que direciona seus serviços aos universitários que vêm de fora e trabalha especificamente com a região próxima à UEL. A sócia proprietária, Evelise Lima Moreira, disse que os estudantes movimentam bastante o mercado imobiliário e que Londrina está se tornando uma grande cidade universitária. ''A procura é maior do que a oferta'', conta. Segundo ela, a preferência dos jovens é por apartamentos pequenos, sendo a locação o interesse maior. ''Eles também gostam de apartamentos que já vêm mobiliados'', revela. Na opinião de Evelise, o universitário que está chegando à cidade deve procurar uma imobiliária especializada e que ofereça várias opções e facilidades.

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