Passatempos podem atenuar doenças
Outra alternativa indicada para exercitar a memória é a leitura. ''Ler contribui para exercitar a linguagem, a compreensão e o vocabulário, além de trabalhar com a memória verbal, mas os benefícios só são alcançados quando a pessoa tem a oportunidade de conversar sobre o assunto que leu, exercitando assim a memória do que leu, aplicando um contexto, analisando o conteúdo, organizando os fatos e idéias'', ensina a neuropsicóloga Samanta Blattes.
Já pessoas que apresentam algum tipo de distúrbio, como perda de memória ou doença de Alzheimer, precisam buscar atividades indicadas e acompanhadas por um especialista. ''Você não pode recomendar tarefas de memória para esse paciente achando que isto vai melhorar seu desempenho. Se a atividade está muito acima da sua capacidade, é bem possível que lhe pareça mais estressante do que estimulante'', observa a médica.
Para doenças como depressão e transtorno bipolar, são indicadas atividades com conteúdo mais lúdico. ''Esses pacientes necessitam de atividades que mexam com a sua percepção do mundo e com o seu humor'', destaca, alertando ainda que o tipo de atividade escolhida depende muito da doença e, principalmente, do estágio em que ela se encontra. ''Não há hoje estudos que nos mostrem qual o poder de um treino específico, ou seja, até que ponto conseguir decorar uma série de dígitos ou imagens vai auxiliar o paciente a melhorar seu desempenho. Há muito a ser compreendido acerca deste assunto'', conta.(M.M.)





