São Paulo - Em pleno clima de Páscoa, com uma montanha de chocolate entupindo corredores inteiros de supermercados e lojas especializadas, os irmãos Gabriel e Rafaela começaram a discutir nos últimos dias qual a relação entre Páscoa, ovo e coelho. O argumento do menino de 10 anos era que coelho não põe ovo, quanto mais de chocolate. Sendo assim, avaliou, não tinha relação nenhuma com a Páscoa. Por sua vez, a garota de 8 anos afirmava que escutou a professora dizer que tinha sim uma ligação porque o coelho simbolizava a fertilidade. Nas suas palavras, ''os coelhos não nascem de montão?''
Filhas de um casal paulistano de classe média, no fundo o que as duas crianças estavam querendo saber era o que, afinal, significa a Páscoa. A essência da festa máxima da cristandade é a libertação do pecado que Deus proporciona para seu povo, ou seja, a derrota da morte em favor da vida. A partir da Páscoa judaica, que prega a libertação dos judeus da servidão no Egito, Jesus Cristo ensinou como o homem pode se livrar da escravidão que atos pecaminosos impõem à vida de cada um através do sacrifício dele na cruz. Esta liberdade produz a chance de a humanidade renovar sua aliança com Deus e viver em paz entre si.

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