Para planejar o uso dos mananciais do Paraná, desde 1999 a formação de comitês de bacias é regulamentada por lei, com integrantes do governo, empresas fornecedoras de água e energia elétrica e a população. O professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná e integrante do Comitê do Tibagi, Ricardo Costanzi, acredita que novas crises hídricas devem ser evitadas com a participação da população no processo de planejamento do uso da água.
"A palavra é governança hídrica. Não é só a Sanepar ou o governo decidir. É preciso uma conversa aberta com a sociedade, e os comitês são uma possibilidade de fazer isso. Porém, ainda pouca gente conhece", afirma Constanzi. No caso de São Paulo, ele acredita que faltou uma conversa franca do governo estadual com a população para amenizar os problemas da falta de água. "Quando o reservatório chegou em 20%, já deveria ter sido reduzido o consumo." Segundo Costanzi, também é preciso incentivar campanhas de conscientização do uso correto do recurso natural.

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