Embora estejam cada vez mais atuantes e bem preparas para exercer diversas funções no mercado de trabalho, as mulheres, no Brasil, continuam recebendo salários inferiores aos dos trabalhadores do sexo masculino, mesmo que ambos estejam exercendo as mesmas funções.
  Segundo levantamento divulgado em janeiro pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos no Paraná (Dieese-PR), há uma defasagem de 24,8% no salário médio pago às mulheres em comparação com o rendimento médio dos homens que trabalham na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Os números referem-se ao ano de 2006.
  O perfil, elaborado a partir de dados do Ministério do Trabalho e Emprego, revela que o salário médio das trabalhadoras da RMC é de R$ 1,2 mil enquanto o dos homens chega a R$ 1,6 mil. Em contrapartida, o grau de instrução das mulheres que estão empregadas supera em muito o nível de escolaridade dos homens.
  O estudo destaca que 34,6% delas têm curso superior (incompleto ou completo) ao mesmo tempo que mostra que apenas 18,9% dos trabalhadores da região metropolitana chegaram à faculdade. O maior tempo dedicado aos estudos pelas mulheres também é comprovado quando se faz outra comparação: 32% dos homens empregados na RMC têm até a oitava série completa enquanto o percentual de trabalhadoras nesta condição é de apenas 20,7%.
  Mesmo as estudantes que alcançam o curso superior não conseguem garantir melhores salários, ressalta ainda a pesquisa. A diferença entre os salários pagos a homens e mulheres que ingressaram em universidades é de 45,6%. O rendimento médio pago a elas é de R$ 2 mil. Já a média salarial do trabalhador do sexo masculino nesta situação fica em torno de R$ 3,7 mil.
  Chama a atenção também o fato de a participação das mulheres entre os profissionais com rendimentos superiores a 20 salários mínimos ser de apenas 1,34% frente a 3,09% da participação masculina nesta mesma faixa de rendimentos. (L.X.)

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