Na contramão de uma certa tendência contemporânea mais individualista, o trabalho dos educadores Fernando Goes e Daniella Fioruci – que dão vida aos palhaços Coisa Fina e Maria Flor – fazem uma inovação de comportamento que promove o ‘‘encontro entre as pessoas’’ nos espaços públicos.
  Com objetivo de fazer esse exercício acontecer, eles dão o pontapé inicial para que a comunidade veja que é possível ter uma praça bem utilizada pelas crianças e pelos adultos e muitas vezes arregaçam as mangas e organizam mutirões para fazer a limpeza do local antes das visitas acontecerem.
  ‘‘Revitalizamos o local público no sentido da vida e muitas vezes a comunidade se mobiliza a dar continuidade às atividades’’, comentam. ‘‘Cada comunidade é única e o envolvimento dela também. Algumas chegam a fazer bolos para comemorar a nossa presença’’, lembram com carinho.
  O foco é trabalhar de uma forma mais informal, o que reforça o lúdico e o prazer. ‘‘Brincamos que promovemos um ‘parquinho cultural’’’, brinca Goes, o palhaço Coisa Fina.
  E desse jeito, os trabalhos transcorrem com tranquilidade, com as crianças respeitando as regras e ainda levando para casa um livro – quando elas têm um para trocar – como instrumento de conhecimento com cara de brinquedo – ou mesmo um pé de lata feito com latas descartáveis.
  Como todo palhaço que se preze, Coisa Fina aproveita do seu nariz de palhaço para curtir da bagunça da interação com as pessoas para lembrar sempre que a liberdade, o bom humor e a alegria de viver são fundamentais. (A.P.N.)

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