Parques para todos os gostos em Curitiba
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2006
Catarina Scortecci Equipe da Folha 
Curitiba - Sem contar praças e pequenos jardins, mais de 19 milhões de metros quadrados compreendem a área de parques e bosques de Curitiba administrados pela prefeitura. Os dados, claro, chamam a atenção dos turistas e fazem com que parques e bosques sejam as principais atrações da Capital do Estado.
Os parques são o carro-chefe dos pontos turísticos. A originalidade em resgatar e aproveitar áreas antes abandonadas, além do visual dos parques, são pontos muito positivos, diz a diretora de Turismo da Prefeitura de Curitiba, Georgia Junqueira Leal.
Porém, o roteiro de atrações seguido pelas pessoas que não moram na cidade costuma ser diferente daquele geralmente feito pelos habitantes da Capital dos Parques, lembra o superintendente de Obras e Serviços da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Paulinho Dalmaz. O Jardim Botânico, por exemplo, é local de turistas que vêm de fora. O Tanguá, que está entre os quatro parques mais novos, é outro exemplo de local que costuma atrair turistas.
Já os parques Barigüi e Iberê de Mattos (conhecido como Parque do Bacacheri), por exemplo, são pontos muito freqüentados pelos próprios curitibanos. A explicação é simples: parques mais aconchegantes, geralmente com churrasqueiras e áreas destinadas ao esporte, são lugares onde o visitante irá ficar mais tempo. Eu faço caminhadas aqui quase todos os dias. Só não venho quando está chovendo. No fim de semana, a gente junta os amigos e faz um churrasco, conta o empresário Cireno Zimmer, 55 anos, enquanto percorria o Parque Barigüi.
O nome Barigüi tem origem indígena e significa rio do fruto espinhoso, em alusão às pinhas de araucárias nativas, ainda remanescentes. O parque também é refúgio de animais como garças-brancas, preás, quero-queros, tico-ticos e gambás. Mas a principal atração até agora tem sido o jacaré-do-papo-amarelo, que há anos toma seus banhos de sol às margens do lago.
Além de atrair freqüentadores assíduos como Cireno, o parque também costuma ser ponto de encontro. A aposentada Janice Maria Campanini, 52 anos, e a dona-de-casa Lili Seifirt, 54, praticam exercícios quase todos os dias. Durante cerca de uma hora e meia, elas caminham, fazem alongamentos e colocam o papo em dia. Gostamos principalmente da natureza do parque, diz Janice. Nem tenho vontade de ir em outros lugares, completa Lili.
As amigas Isadora Beti, 13, e Andressa Bedin, 15, também vão juntas ao parque praticamente todos os dias. Sempre encontramos nossos amigos aqui, conta Isadora, enquanto descansa da corrida de patins.
Quem pretende fazer uma visita rápida, e depois até partir para outros pontos turísticos, como é o caso da maioria das pessoas que vem de fora, o ideal é ir direto ao ponto: aos parques mais conhecidos e que possuem um atrativo específico. No caso do Jardim Botânico, muitas vezes usado como símbolo da Capital, a atração principal é a estufa de ferro e vidro, inspirada no Palácio de Cristal de Londres.
Lá o turista poderá ver exemplares vegetais característicos de regiões tropicais. O acesso é gratuito e a visita poderá ficar ainda melhor se no parque houver exposições de orquídeas, bromélias, ikebanas e bonsais. As exposições são periódicas.
A partir de março, porém, as pessoas que já conhecem o Jardim Botânico notarão algumas mudanças. O acesso ao bosque, por exemplo, será feito por um portão, que trará mais segurança aos usuários e evitará a ação de vândalos, explica Dalmaz. O bosque também estará protegido por uma tela ao longo de 2.040 metros de extensão e os canteiros e gramados contarão com um novo sistema de irrigação. As obras de reforma, já iniciadas, não devem prejudicar os visitantes, que podem freqüentar o parque normalmente.


