Parque tecnológico, quase realidade
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sábado, 15 de fevereiro de 2014
Eli Araujo<br>Reportagem Local 
"O Parque Tecnológico do Norte do Paraná deixa de ser um sonho e começa a se transformar em realidade". A afirmação é do professor Eurico Pedroso de Almeida Junior, diretor de relações empresariais e comunitárias da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Cornélio Procópio. Ele é um dos responsáveis pela implantação do parque tecnológico na cidade.
O parque será instalado em uma área de 130 mil m² que se localiza às margens da BR-369, em frente ao Parque de Exposições da Sociedade Rural, na saída para Santa Mariana
A primeira parte da área, cerca de três alqueires, foi doada por um empresário local em meados do ano passado. A outra parte, cerca de dois alqueires, só foi viabilizada pelo município no final do ano passado. No momento, faltam acertar apenas alguns detalhes de documentação para a transferência da área.
O professor Almeida diz que um arquiteto e um engenheiro devem fazer uma prospecção do plano diretor do parque nos próximos seis meses. Depois, as entidades envolvidas no projeto devem iniciar a busca de financiamentos para a execução das obras. Segundo o professor, a construção do parque administrativo do parque, que servirá de apoio para as empresas, deve ser iniciada em dois anos.
A certeza de posse da área fez o professor mudar inclusive o tom do "discurso". Se antes ele falava em "longo prazo", a expressão agora é "médio prazo".
O sonho de se criar o Parque Tecnológico do Norte do Paraná nasceu após a criação da incubadora de base tecnológica no campus da UTFPR, que hoje funciona em um espaço maior da universidade, onde estão 16 empresas pré-incubadas e cinco incubadas.
O professor vislumbra que a instalação do parque vai alavancar o desenvolvimento da região na área de tecnologia. Ele cita outros parques tecnológicos do Sul do País que foram visitados por uma equipe de professores da cidade, alguns deles com empresas que geram entre 400 a 500 empregos. Assim, ele acredita que o parque vai cumprir o seu objetivo, que é garantir espaço para a mão de obra formada nas faculdades e universidades da região.
O parque deve atrair empresas de tecnologia já existentes e ceder espaço para empresas que nasceram em incubadoras tecnológicas. De acordo com o projeto inicial, o novo parque poderá ter até 100 empresas de médio porte. Serão empresas nas áreas de engenharia, biotecnologia, agronegócio e tecnologia da informação.
Para o professor, um dos atrativos do novo parque será a disponibilidade de laboratórios para atender as empresas em suas áreas de atuação.
A estimativa é que sejam investidos em torno de R$ 50 milhões no parque tecnológico nos próximos cinco anos.




