Arquivo FolhaParques industriais da cidade reúnem 400 fábricas, atuando em diversos ramos Considerado o segundo maior parque moveleiro do País - só perdendo para Bento Gonçalves (RS) - Arapongas chega ao seu cinquentenário ostentando o orgulho de ter obtido excelentes resultados em 30 anos de política bem conduzida na atração de investimentos. As 157 indústria de móveis, que predominam, geram 5 mil empregos diretos e 10 mil empregos indiretos. A seguir vem a indústria alimentícia, que se dedica especialmente à fabricação de doces e bolachas - o município é um dos maiores centros de fabricação e distribuição de doces do Brasil.
Os móveis fabricados em Arapongas conduzem a base da fama do município a todo o País, principalmente no Sudeste e Nordeste. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria Moveleira de Arapongas (Sima), Adriano Romera, 90% dos móveis produzidos são comercializados em outros centros.
‘‘Em 96 tivemos um faturamento de R$ 550 milhões. Para este ano a expectativa é que as vendas atinjam as mesmas cifras. O ano passado foi muito bom para o ramo moveleiro’’, garante. O título de segundo maior parque moveleiro do País, segundo Romera, é justificado pelo número de indústrias e a sua produção, onde predominam as indústrias de estofados e guarda-roupas.
E o setor quer mais. De olho numa fatia do mercado internacional, as indústrias araponguenses estão se adequando com programas de Qualidade Total e em conformidade com o meio ambiente. Uma das exigências do Mercado Comum Europeu é que os móveis devam apresentar o Selo Verde, que assegura que o produto foi fabricado com madeira procedente de reflorestamento.
Mais, aindaOs programas permanentes de atração de capitais para o município são integrados pela oferta de terrenos para instalação de unidades fabris, serviços gratuitos de terraplenagem, incentivos fiscais e isenção de pagamento de água, luz e telefone.
Segundo levantamentos mantidos pela prefeitura, há mais de 400 indústrias de diversas atividades em operação no município, ocupando os parques municipais - uma das principais, a Nortox Agroquímica (instalada no distrito de Aricanduva). Esta indústria de química fina, de renome internacional, fabrica defensivos agrícolas e produtos veterinários é a maior do País e a mais importante do ramo com capital genuinamente nacional.
Mas a administração municipal ainda quer atrair novas empresas, no sentido de diversificar a produção como forma de evitar que apenas um ramo industrial domine o mercado - situação que poderia levar a consequências irreparáveis em caso de crise. ‘‘Queremos atrair novas empresas e segmentos que se integrem, podendo abastecer tranquilamente o nosso parque industrial’’, explica o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Sérgio Kummel.
O secretário admite, no entanto, necessidade de mudanças, afirmando que até a política de industrialização de Arapongas, que tantos benefícios acumulou para o município, é antiga e por isso vem recebendo alterações ao longo dos tempos - ‘‘por causa da modernização’’.

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