Parque é cartão de visitas
Visitar Campo Mourão e não conhecer o Parque do Lago, é como ir a Roma e não ver o papa. A afirmação pode estar um pouco exagerada, mas desde que revitalizado, há menos de três anos, o antigo Bosque Municipal virou o principal cartão de visitas da cidade. Com o lago, formado pelo represamento do Rio do Campo, repleto de carpas e grandes tilápias que adoram ser alimentadas pelos visitantes, e uma pista de caminhadas com 2,6 quilômetros que passa por dois pontilhões sobre o lago, o parque também encanta os moradores da cidade.
Diariamente, centenas de pessoas passam pelo local, seja para andar, para dar comida aos peixes ou simplesmente para um aperitivo no happy hour. Quem esperava que o sucesso do Parque do Lago fosse apenas passageiros, enganou-se. O local continua atraindo o público. Em dias de promoções da Secretaria Municipal de Esportes, chegam a passar pelo bosque até 10 mil pessoas. Para se tornar sucesso, no entanto, o parque ficou fechado para obras durante um ano e até o lago foi esvaziado.
Valeu a pena. Mesmo para a prefeitura, que gastou R$ 400 mil na revitalização do parque e incluiu a construção de um anfiteatro com capacidade para 430 pessoas e palco dentro da água, um orquidário e um coloridíssimo jardim francês. Os pontilhões que atravessam o lago têm juntos 190 metros de cumprimento. Só um deles tem 150. O outro fica sobre a pequena barragem que formou o lago. Completam o Parque do Lago, áreas de lazer, locais para ginástica e prática de esportes, santuário, pedalinhos e uma lanchonete, além de muito verde.
CerradoSe o Parque do Lago trata de atrair o público, a Estação Ecológica do Cerrado se mantém discreta, mas guardando uma verdadeira relíquia ecológica. É nessa área de 1,3 hectare que está tudo o que sobrou de 10 mil hectares de cerrado que formavam o perímetro urbano de Campo Mourão até o final dos anos 40. O que torna a área importante é o fato do cerrado ser uma vegetação típica do Centro-Oeste do País e não do Sul. De acordo com especialistas, o cerrado mourãoense é o que está mais ao Sul de todo o mundo.
Apesar dessa relíquia, por muito pouco tudo não foi perdido. O Departamento de Geografia da Fecilcam briga pela área desde 1987. Desde então, o cerrado já passou por um incêndio e por uma capina que ninguém sabe quem fez. Também quase foi loteado em 1990. A segurança só veio quando a área foi cercada e no local instalada uma pequena estação ecológica, oficialmente criada há quatro anos. (S.S)





