O Parque do Ingá, um dos símbolos da preservação ambiental de Maringá, completa hoje 30 anos. A reserva, com 47,3 hectares, foi desenhada como um dos dois pulmões verdes no projeto de urbanização da cidade, elaborado em 1943. Durante 24 anos o parque ficou fechado para visitação, assim como acontece até hoje com o Bosque 2. Por iniciativa do ex-prefeito Adriano Valente a reserva foi ‘‘urbanizada’’, ganhando um lago após a nascente do Córrego Moscados, trilhas e uma pequena estrutura com banheiros e lanchonete.
Pelos cálculos da administração do parque, mais de um milhão de pessoas visitam a reserva todos os anos. Para marcar os 30 anos de abertura do parque, a Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente entrega hoje algumas melhorias. O portão principal e parte do acesso ao estacionamento foram modificados, e o Jardim Imperial totalmente reformado.
O sistema de iluminação interna do parque também será reformado. O secretário Marino Elígio Gonçalves explica que os cabos aéreos de energia serão todos enterrados, evitando acidentes com animais soltos na reserva. São principalmente saguis, cotias, macacos-prego que escalam os postes e acabam eletrocutados.
Segundo Marino, existem vestígios que pessoas pescam à noite no lago. ‘‘Não sabemos nem a qualidade da água, que passa por estudos para medir o grau de poluição’’, alerta. Se ficar comprovada a existência de metais pesados, Gonçalves pretende montar um projeto impedindo que a água das galerias pluviais chegue ao lago. ‘‘Vamos desviar todas as tubulações para depois do lago’’, explica. (M.Z.)

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