Crianças e adolescentes de muitas escolas de Londrina e região se dividem entre as opções do parque de diversões e a aprendizagem disponibilizada em boa parte dos estandes
Crianças e adolescentes de muitas escolas de Londrina e região se dividem entre as opções do parque de diversões e a aprendizagem disponibilizada em boa parte dos estandes | Foto: Marcos Zanuto

Visitar a 59ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina junto com a escola pode ter um significado especial. Se de um lado tem um professor para responder prontamente sobre o que se vê, do outro tem a melhor a amiga para cair na risada sobre seus comentários e ainda dividir momentos de descoberta.

As regras do parque se somam às lições de casa, às da escola e o passeio tem uma proposta social também. De uniforme, desfilam as camisetas com as logos do patrono, respondem o nome da escola em coro e quando preciso, fazem a fila indiana, topam a foto em grupo e os estudantes, sem dúvida, dão ainda mais vida ao parque e deixam a feira mais bonita do que já é.

Com um roteiro repleto de atividades, a feira oferece a estudantes de diferentes níveis de aprendizado, lições para a vida inteira. É possível trocar ideias com universitários dos cursos de veterinária ou agronomia e até se encantar com aqueles que dão os primeiros passos e, nos braços de uma educadora, sorriem ao tocar a orelha de um boi, tão gigante de pertinho. Ao todo, 110 alunos da Escola Municipal Irene Aparecida da Silva, localizada no conjunto Jamille Dequech, região norte, já estiveram no parque nesta edição. São de turmas do pré ao 5º ano do Ensino Fundamental e, de acordo com a diretora da unidade, Marcia Francisco, o aprendizado varia de uma turma para outra. “Cada professor tem aqui a oportunidade de trabalhar o que estiver mais interessante dentro do que estiverem ministrando em sala”. A sustentabilidade e o destino do lixo são alguns dos assuntos – e, abordados ao ar livre ganham mais significado.

A organização das filas também é mantida pelas professoras para que as crianças não se percam do grupo
A organização das filas também é mantida pelas professoras para que as crianças não se percam do grupo | Foto: Marcos Zanuto

Quem não se anima sabendo que ao chegar à Fazendinha vai participar da distribuição de iogurte, provar um doce de leite como o feito pela vovó e ainda conhecer todo o processo de criação de bichos-da-seda? Com todos os sentidos à prova, o passeio inclui Turismo Rural, Feira de Filhotes, Aquário, Feira Sabores e atrações culturais como teatro infantil no Palco 2. No estande da Copel, a turminha entendeu melhor ainda sobre os perigos de usar o celular enquanto ele está carregando e também teve a chance de deslizar sobre os patinetes elétricos do estande. Com direito a brindes, balões e informativos.

Os ânimos também vão nas alturas diante da novidade: a roda gigante da Expo 2019 tem a altura de 27 metros. De lá de cima dá pra ver o parque todo e muito mais. Foi determinada a trazer os alunos para brincar no parque que a diretora do Colégio Estadual Padre José Herions, de Rolândia, Regina Celia Pirajão, se dispôs a ceder um dia diferente de aprendizado. “Puramente recreativo. Excelente! E também tiveram a oportunidade de participar da ordenha e se realizaram”, afirma. Do 6º ano eram os 70 matriculados, 70 alunos muito felizes, 70 sorrisos que se multiplicavam. Dividiram emoções, o milk shake e muitos likes compartilharam nas redes sociais. Antes, durante e depois da feira, os estudantes registram tudo. Para Isabelle Ribeiro, 13 anos, do Colégio Estadual Vista Bela, na região norte, em Londrina, o parque é tradição. “Sempre dá vontade de vir de novo”, confessa. “Se pudesse, viria mais de uma vez no ano”, acrescenta. Foi ao Evolution, brinquedo que considera o mais radical do parque e amou. “É o mais da hora”, ratificam os amigos.

Quem quer pulseira põe o dedo aqui

Josiane de Almeida e Arthur: brincadeira começa com a pulseirinha
Josiane de Almeida e Arthur: brincadeira começa com a pulseirinha | Foto: Walkiria Vieira

Uma fila. Não é a do algodão doce, da pipoca ou do brinquedo. As crianças se organizam em frente ao módulo do 5º batalhão Polícia Militar, instalado na ExpoLondrina para ganhar uma pulseira de identificação. No caso de uma eventual perda dos pais ou responsáveis que as acompanham, já sabem como proceder. De acordo com os soldados Brioses e Araújo, nessas situações são orientados a procurar um policial ou segurança do parque uniformizado. “Sabem que não precisam se desesperar”, explicam. Na primeira hora de atendimento dos soldados, cerca de 30 crianças passaram pela identificação.

A técnica em enfermagem Josiane de Almeida aprova a iniciativa da Polícia de Militar, instalada no Parque Ney Braga. Bastou que comentasse sobre a feira para que o filho Arthur, 6 anos, insistisse no programa. “Até faltou na escola”, admite. Sobre a identificação com a pulseira que leva o nome da criança, do responsável e um telefone de contato, agradece. “Não desgrudamos e nem tiramos o olho. Meus pais também vieram e reforçam os cuidados, mas sabendo que a pulseira, abraçamos a ideia.”

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